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Quem ataca a Direita por não se juntar a extrema-esquerda contra Temer não usou a mesma regra contra quem foi contra o impeachment


Reparem um padrão: toda vez que acontece algum escândalo do no governo, logo os jornas raivosos vão atrás dos movimentos democráticos da Direita para fazerem as mesmas perguntas de viés inquisitório: vocês vão às ruas contra este escândalo? É basicamente a mesma pergunta repetida informalmente pela militância suja nas redes, exigindo panelaços, manifestações e ironizando os protestos contra Dilma Rousseff. Houve até um da IstoÉ que queria protestos da Direita contra os políticos de direita mencionados na lista de inquéritos do Fachin. 


Mas vamos falar de fatos não tão recentes: eles fizeram o mesmo durante o processo do impeachment exigindo da extrema-esquerda que protestasse contra o governo petista?


Sim, a resposta aqui é não. Nenhuma jornalista perguntou para Carina Vitral da UNE, para Guilherme Boulos do MTST, Camila Lanes da UBES ou para José Stédile do MST se eles iriam protestar contra a enxurrada de denúncias contra Dilma Rousseff e Lula. Da mesma forma como ninguém questionou se os ditos movimentos sociais que sustentaram o governo iriam protestar contra os políticos citados em delações. Alguém lembra de algum jornalista ou formador de opinião sugerindo que esta escória deveria se juntar a MBL, Nas Ruas e VPR pelo impeachment? Não. Esta norma elaborada justamente para servir de cabresto para a extrema-esquerda. 

Isso nunca é feito com a extrema-esquerda, pelo contrário: nossa mídia acha natural que estes mesmos grupos protestem em favor dos criminosos. Não se vê estranhamento em quem vai até Curitiba causar tumultos enquanto Lula faz seu depoimento, nem quando sugerem que se rasgue a Constituição para eleger um penta-réu. Para os jornas isso é do jogo, até porque no fundo sempre bate um coração vermelho no peito de quem emporcalha a profissão. 

Quando alguém sugerir esta pergunta, a réplica não deve ser uma justificativa e sim um ataque: é evidente que só um fascista cínico faria este tipo de pergunta, querendo constranger alguém com uma suposta norma moral que ele não ousa exigir do outro lado. Quem faz este tipo de pergunta é um porco agindo para promover uma causa criando regras morais apenas para um lado do jogo. Gente assim tem tanta credibilidade quanto um árbitro comprado ou um legista a serviço do crime organizado. 

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