Ads Top

Perguntado por Moro sobre ameaças contra procuradores, Lula preferiu o cinismo



Semana passada Lula ameaçou jornalistas e procuradores, afirmando que se eleito mandaria prender quem "inventa mentiras" sobre ele. Moro questionou o chefe da organização criminosa em termos diretos. Posto contra a parede, Lula resolveu arreganhar os dentes.

-O senhor acha apropriado este tipo de declaração pública?
-O senhor sabe, eu já falei aqui. Foi um ato de força de expressão. Primeiro porque presidente não manda prender...
-Sei. E o senhor vai continuar fazendo este tipo de declaração, que vai prender agentes públicos?
-Não sei. Presidente não prende ninguém. Não conheço na história [sic] Presidente não manda prender ninguém.
-Ah
-Não conheço na história[...] presidente não manda prender ninguém. A não ser em um regime autoritário que o presidente manda prender. Presidente manda investigar, abrir inquérito, denunciar
-Talvez o senhor não devesse dar este tipo de declaração. 

Veja o vídeo. 


O problema é justamente este: Lula quer instituir por aqui um regime autoritário. O sujeito nunca jogou pelas regras da democracia, sempre foi adepto da trapaça, do conchavo, dos acordos no submundo e das conspirações nas altas cúpulas. É um ser andrajoso que nervoso diante do juiz optou pelo cinismo. Este blogueiro e outros como Luciano Ayan, Roger Roberto e até o Alexandre Borges sempre alertamos para o caráter fascista desta gente. Notem: Lula sabe que em democracias os presidentes não mandam prender ninguém. Tanto que ele falseia a verdade quando questionado, fingindo não saber que presidentes também não podem pedir aberturas de inquérito ou coisas do gênero. O homem que financiou ditaduras em ao menos dois continentes sabe bem a distinção entre governos democráticos e ditaduras.

Já faz algum tempo em que se trava uma batalha de narrativas dentro da própria direita. Alguns repetindo que "o petismo errou", enquanto outros se refugiam na armadilha do lugar comum: a tese de que todos são iguais. Nada mais falso e perigoso de se acreditar. Paulo Maluf nunca fez uma ameaça semelhante, nem nem Fernando Collor, Eduardo Cunha ou qualquer um dos corruptos que já passaram por esta terra. Lula diz claramente que sabe o teor de sua fala, de que suas declarações (declarações que ele pretende repetir) só podem se concretizar em um regime de exceção. Ele já entregou tudo, não há mais o que o absolva de ser tratado como é: um criminoso aspirante a tirano, um mafioso que inveja os poderes ilimitados de seus companheiros carniceiros. Não foi por acaso que o mesmo Lula declarou que a Venezuela de Chaves possuía "excesso de democracia". Provavelmente o presidente ainda não poderia mandar prender quem bem entendesse por ocasião desta visita. Era o tal excesso da qual Lula falava.

Ao juiz Moro, aos opositores do petismo e a qualquer um que preze pela liberdade, o alerta está dado. Se ele retornar, fará todos pagarem caro pelas humilhações que ele tem sofrido nas ruas, nas urnas e no banco dos réus. É que para nós isso é justiça, mas para ele é uma ofensa.


Tecnologia do Blogger.