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Palocci ajudará a sepultar Lula e o petismo. Seja por conta própria ou não


Depois de muito tergiversar, Antônio Palocci resolveu que vai negociar a delação premiada. Personagem chave por sua atuação como operador de Lula, o homem da conta de R$ 1 Bilhão está diante de duas possibilidades: pode cooperar com a justiça e ajudar a prender Lula ou pode se calar e deixar que outros contem o que ele mesmo poderia dizer. 

Ainda no dia 5, Renato Duque afirmou que Lula tinha pleno conhecimento do esquema de corrupção. Ao invés de que entregar por etapas, o ex-diretor da Petrobras resolveu entregar logo o chefe. Isso acabou por diminuir o poder de barganha de Palocci, que se bobear poderá afundar junto com seu senhor. Como diziam as mães quando éramos pequenos: "Se correr vai ser pior".

Para Lula, não há muito o que fazer. Não há nem a possibilidade de partir para a solução Celso Daniel (não estou acusando de coisa alguma, apenas lembrando um episódio sobre a qual a participação do ex-presidente ainda não é legalmente clara - vide os pagamentos para o chantagista Ronan Maria Pinto). Resta para ele tentar dissuadir Palocci apenas para fins analgésicos: no final, apenas o depoimento de Duque já fornece o suficiente para fechar o cerco. 

Lula está no ponto do não retorno, onde os fatos já não dependem mais de suas decisões. Não por acaso ele e sua defesa tem optado pelo baguncismo e selvageria, abrindo mão de argumentos jurídicos em troca do discurso de palanque. As provas reunidas também garantem a certeza do cárcere. Não tem mais jeito, acabou. Boa sorte. 



Palocci ainda tem uma possibilidade de diminuir sua pena, mas não poderá arregar para as ameaças veladas dos sicários da organização criminosa que atua sob a fachada oficial de Partido dos Trabalhadores. Para nós, é tudo questão de tempo. Será Palocci que sepultará Lula e jogará a última pá de cal no petismo. Queira ele ou não.

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