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Os protestos vazios da extrema-esquerda deixam claro a intenção da união casuística: nos queriam apenas para fazer número


Todos viram o fracasso da extrema-esquerda nas ruas: em São Paulo não haviam mais de 10 mil gatos pingados na frente do MASP. O pior número parece ter sido em Brasília, com apenas 350 pessoas. Mesmo Folha de São Paulo e Globo foram obrigadas a reconhecer que união megazord de CUT, MTST, MST, UNE, UJS e CTB (a tal Frente do Povo Sem Medo) não conseguiu mobilizar o brasileiro. O fracasso não está nos números baixos, já que essa é a extrema-esquerda sem máscaras e sem disfarces. O fracasso se deu na narrativa, já que o discurso da união casuística não colou. 

Sim, desde o começo desta nova temporada de escândalos políticos se ouve o canto da sereia golpista dizendo que "não é momento de coxinhas contra mortadelas, que é o momento é de união contra a corrupção". A armadilha está dada: querem que esqueçamos que os vermelhos são partidários de uma ideologia assassina e sicários de uma organização criminosa. Na prática, querem que o Brasil que derrubou Dilma dê um cheque em branco para quem é cúmplice do plano criminoso de poder. 

Não para aí: essa suposta união também reforça a narrativa de que o impeachment foi golpe. Afinal de contas, alguns brasileiros finalmente acordarão para o fato de que o problema era de um sistema e não de um partido. Outros irão usar o fato para igualar quem embolsou uns trocos para comprar um carro e quem quis instaurar uma democracia. Algo tão irresponsável quanto igualar um ladrão com o criminoso que invade uma residência, faz de refém uma família, tortura as crianças e estupra as mulheres. Dizer que apenas que são ambos criminosos não faz jus aos fatos, e se a tese for colocada em júri será feito injustiça. Além disso, o psicopata será colocado em liberdade em menos de cinco anos por bom comportamento. Tanto perigo para a sociedade quanto comparar corruptos comuns com quem conspirou contra a democracia. 

Ah, tem outra categoria de narrativa. É tão cínica quanto as demais, só que mais sádica: seus propagandistas alegam que os brasileiros que foram às ruas contra Dilma e o PT abriram uma caixa de Pandora. Diante dos horrores do golpe, agora os leprosos tentam apagar o incêndio por eles propagado. 

Esta era a intenção de quem queria forçar o povo a ir às ruas junto com a extrema-esquerda. Foi dito aqui neste blog que talvez o processo nos leve a isso, mas que o momento requer cautela. Lembrem-se que no início deste novo capítulo da crise, foi dito que o povo estava inquieto e que as multidões clamavam pela deposição do presidente. É verdade, o povo está enojado com o presidente cujo envolvimento com corrupção já era conhecido desde que ele assumiu a presidência - razão pela qual o presidente nunca conseguiu decolar em sua popularidade mesmo com a estabilização da economia. A extrema-esquerda quer ir as ruas não contra a corrupção que ela acha bela e moral, mas sim para forçar um golpe contra a Constituição para reconduzir Lula ao Terceiro Advento petista. Eles não queriam exercer a cidadania com os movimentos democráticos, mas sim usarem os bons brasileiros como cavalgadura. Queriam nos fazer de trouxas. Felizmente os que de fato ajudaram a derrubar Dilma não aceitam dividir asfalto com quem sustenta bandeiras sujas como "Diretas Já" e "Lula 2018". 

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