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Na farsa da Diretas só faltou mesmo o povo


Uma manifestação esvaziada em um dia de neblina e frio no sempre quente Rio de Janeiro. Uma suposta manifestação travestida de show gratuito, feita de maneira calculada para atrair gente ingênua e fazer número na orla de Copacabana. É claro, não deu muito certo. Ali só estava mesmo a pequena elite carioca promovendo uma pantomima que tentava reeditar a campanha das Diretas. Quase não se via um preto ou pobre. O que tinha muito eram artistas, maconha, presunção e autoritarismo. Não fossem alguns cartazes com dizeres de "Globo Golpista", poderíamos confundir o Rio pelas Diretas com uma edição do Esquenta de Regina Casé. Teve apresentação de Caetano Veloso e Maria Gadu, além da performance do bloco de carnaval Cordão do Bola Preta. Entre uma apresentação e outra, globais subiam no palanque para despejar seu chorume.  

Detalhe: muitos ali trabalham para a mídia que acusam de ser golpista. Mas não pedem demissão em massa ou algo que o valha. Do outro lado, a Globo vê esses arremedos de seres humanos se comportando como cães que mordem a mão que os alimenta sem dar qualquer resposta. Afinal de contas, o editorial de seus programas e jornais repete exatamente o mesmo discurso dessa gente. Ali não passa de uma ópera bufa onde uns se fingem de indignados e outros se fingem de isentos. No fundo, Globo e seus artistas fazem parte da mesma laia. 

Aquela gente que esteve ali abusou da mentira, da fraude e da desfaçatez. Diziam que o Congresso não tinha moral para eleger um presidente da República por se tratar de um parlamento corrupto. Mas diziam isso ao lado de corruptos como Lindbergh Farias, Jandira Feghali e Chico Alencar (sim, o camarada se elegeu com dinheiro do caixa 2 que Janira Rocha desviava do Sindsprevi). De imediato eles já deixavam claro que o problema da massa cheirosa não era o Congresso corrupto, mas a parcela do Congresso corrupto que não é socialista.

Tudo, absolutamente tudo ali era falso. Havia um grupo querendo imitar a campanha das Diretas com cartazes e camisetas oitentistas e desenhos do Henfil. Outros ruminavam a tese do golpe. E muitos falavam que deveríamos resgatar a democracia, aquela que eles tanto detestam. Além disso são cínicos: aumentaram o número de manifestantes de 15 mil para 150 mil, além de defenderem um golpe contra a Constituição que custará ao menos R$ 5 bilhões para os brasileiros (este foi o custo aproximado das últimas eleições). Detalhe: este povo já vive a pior crise da história, fabricada justamente por aquele que é o líder espiritual desta seita satânica. 

Mas o pior de tudo é que aqueles falsos indignados que dizem que o país sucumbiu a corrupção querem é colocar de volta no poder o chefe da organização criminosa petista e arquiteto do maior esquema de corrupção da história do Ocidente. Como não fosse ultraje suficiente ter no palanque Jandira, Lindbergh, Chico Alencar (o que beijou a mão do Aécio) e nas bandeiras o símbolo máximo do totalitarismo que é a foice e o martelo, aqueles renegados ultrapassaram qualquer limite ao sugerir que ali estava representado o povo. Mentira, ali só estavam os ricos sicários do petismo, a massa elitista que compõe o grosso da extrema-esquerda. Como se viu em todas as fotos, são bem poucos. Letais e um tanto quanto patéticos, mas ainda assim poucos. Felizmente os cariocas das classes menos favorecidas não caíram no bait do show grátis, como queriam os cafetões de desfavorecidos que organizaram a roconha para todo mundo dançar. Apesar de contar com cobertura favorável por parte da Globo, da adesão dos sindicalistas pelegos de sempre, dos fascistas do MST e MTST (Boulos estava lá), da esquerda caviar e das prostitutas de redação e cães de aluguel, a verdade é que aquele aparato todo não serviu para o principal: convencer o Brasil a cair no golpe das Diretas. Afinal de contas, o povo não estava lá. 


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