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Molón diz que parlamentares não tem legitimidade para escolher novo presidente, mas que podem rasgar a Constituição por golpe das Diretas

O deputado Alessandro Molón concedeu uma cínica entrevista ao novíssimo porta-voz da extrema-esquerda brasileira, o Deutsche Welle (é interessante observar que cada vez mais os veículos estrangeiros de extrema-esquerda infiltram o debate político brasileiro. Cabe reflexão posterior). O mote da entrevista é um só: legitimar a tentativa de golpe por meio da convocação de novas eleições. Em meio ao besteirol travestido de boas intenções, ele dispara a pérola das pérolas: 
Congresso não tem credibilidade para eleger próximo presidente 

Vejam só: Molón quer nos fazer crer que o Congresso eleito democraticamente pelo povo não tem nenhuma legitimidade para eleger um novo presidente, mas tem toda a legitimidade para rasgar a Constituição e aprovarem uma lei extemporânea que só beneficia quem já está em campanha: sim, falo do infame Luís Inácio. 

O Congresso não tem legitimidade por conta dos corruptos? Não se preocupe, Molón. A Lei se encarrega disso. Tanto prevendo punição aos corruptos como renovação por meio de eleições que se realizam de quatro em quatro anos. Chama atenção essa indignação toda, ainda mais vinda de alguém que cresceu no maior partido da extrema-esquerda e antro maior da corrupção, justamente o Partido dos Trabalhadores. 

Não custa lembrar: Molón foi petista de carteira até a véspera do impeachment, mudando para a Rede apenas a tempo de sair candidato a prefeitura do Rio de Janeiro (onde conseguiu o fiasco dos ). De alma, permanece petista até hoje. Votou contra o impeachment de Dilma chamando o processo de golpe. Em outra feita, chegou a acusar o impeachment de ser uma articulação contra a Operação Lava Jato (aqui aparece em aspas no já conhecido Brasil 247). O detalhe é que este foi só mais um dos embustes de Molón, já que a operação seguiu firme e forte após a cassação do mandato de Dilma. Molón é tão petista que chegou a perder o apoio do PPS nas eleições municipais por ter dito que o impeachment era golpe "contra a presidenta eleita Dilma Rousseff". Ou seja, para ele as revelações da Operação Lava Jato são mentiras. Ou eram até atingirem Temer. Que é bom que se diga: só foi escolhido para ser vice na chapa de Dilma por ser corrupto que em determinado momento aceitou se aliar ao plano criminoso de poder. Foi por isso que Molón e outros tantos pediram votos para o sujeito, não pelos seus conhecimentos de gramática ou pela beleza de seus olhos. 

Devemos reconhecer que o deputado foi quase um Flash ao elaborar seu pedido de impeachment, talvez já o tivesse na gaveta para alguma ocasião. Coisa que não fez contra Dilma Rousseff, com quem chegou a colaborar inclusive na campanha de 2014 - justamente a mais suja da história. Reparem na bandeira preta a mesa, onde se lê: VICE MICHEL TEMER. 



Quando a pauta era o impeachment de Dilma, Molón negou todos os crimes. Depois passou para a turma da Rede, que fingem combater todos os crimes. É um exemplo acabado do cinismo encarnado, do petismo verde, do socialismo com rabo de fora. Capitaneados por Marina, a Rede de petistas camuflados quer conduzir o país a institucionalização da ilegalidade: as eleições diretas antes de 2018. O raciocínio da Rede é claro: temos que ter alguma chance de competir antes do prazo. Se der certo, pode ser que não alcancemos o objetivo. Mas pelo menos abriremos chance para alguém mais próximo de nós, no caso aquele chefe da organização  que nunca foi devidamente criticado por nós que o amamos em segredo. 

Sério, Molón deve achar que a população do Brasil se resume a matutos idiotas. 


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