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Imprensa brasileira da duplo twist carpado para resposabilizar grupo de manifestantes por ataque praticado por palestinos na Paulista

A imprensa brasileira promoveu um festival asqueroso ao tratar do ataque promovido por dois palestinos e dois brasileiros aos grupos Direita São Paulo e Juntos pelo Brasil. Os manifestantes protestavam na Avenida Paulista contra a Lei de Imigração aprovada pelo Senado (de autoria do senador Aloysio Nunes), quando uma bomba caseira foi arremessada em direção aos participantes do ato. Houve confronto na sequência, a polícia militar entrou em cena e prendeu os agressores. 

Ocorre que a mídia brasileira não soube lidar com a obrigação de ter que reportar o fato tão espinhoso para quem pratica a mentira como ofício. Preferiram a desonra de costume. Em O Globo, a notícia foi de que "Um palestino e um sírio são detidos após confusão em marcha anti-imigração em SP". Como se alguém arremessasse uma bomba em uma manifestação pacífica por acidente. A jornalista Vera Magalhães protagonizou um entrevero ao vivo com o comentarista e editor Carlos Andreazza ao tratar do assunto, afirmando que "o grupo em questão é composto por malucos", como se esta fosse a questão. Mas o pior foi a Folha de São Paulo em matéria assinada Anna Virgínia Balloussier. No texto da moça (o mais sujo e doente do dia), se lê que "Palestinos são presos após confronto com direita anti-imigração em SP". Neste caso o pior não foi o título, mas sim o conteúdo. Ele define o chorume que se produziu sobre o tema. Quem tiver estômago forte, leia a matéria. 

O caso é que não neste caso a grande imprensa pisou na máxima de que a culpa nunca é da vítima. E não importa a natureza da vítima. Se eu um dia atacar um nazista declarado na rua, não poderei alegar para a justiça que o sujeito defende um regime totalitário. Justamente por viver em um regime que preserva o mínimo de democracia, existe um ordenamento de direitos e deveres que supostamente se coloca acima de ideologias. 

Quem escreve este texto é o exemplo. Já tive meus desentendimentos com membros de ambos os grupos, a quem considero equivocados em várias pautas. Não são muitto adeptos do diálogo ou do pragmatismo, o que não torna ninguém elegível para receber bombas pelas costas ou a serem agredidos em manifestações pacíficas. Ao contrário do que sugeriu Vera Magalhães, eles estão longe de Guilherme Boulos. Boulos é um radical pago, um fascistóide, um esbirro do plano criminoso de poder do Partido dos Trabalhadores. Seu movimento criminoso não passa de um tentáculo da organização golpista dirigida por Lula. Ao que me consta, os membros do Direita São Paulo e Juntos pelo Brasil não são pagos. Nem que tenham praticado violência física, tumulto ou qualquer ato de natureza extremista. 

Nossa imprensa parece esquecer de princípios básicos garantidos pela Constituição de 1988, como a liberdade de expressão, direito ao contraditório, direito de livre manifestação. Este último em específico, foi exercido pelos dois grupos citados de forma inquestionável. Se reuniram pacificamente na Avenida Paulista após terem comunicado as autoridades. Não portavam armas. Se algum membro entrou em confronto físico com terceiros, isso aconteceu após o lançamento da bomba. Porque ninguém sai de casa com uma bomba na mochila para fins pacíficos. Querem responsabilizar quem foi atacado como se as ideias defendidas pelas vítimas justificassem a violência do agressor não é só dar um duplo twist carpado, como também é institucionalizar a canalhice e a selvageria. Gente assim é tão sórdida quanto os que alegam que mulheres em trajes curtos merecem ser estupradas. 



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