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Fernando Haddad anda muito calado após as revelações de Mônica Moura. Suas cheerleaders também


O ex-prefeito Fernando Haddad anda tão calado ultimamente, parece até que perdeu a voz. Deve ser por conta da delação da marqueteira Mônica Moura citando dinheiro sujo para sua campanha. 

Está no Estadão: 
O ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda/Casa Civil nos Governos Lula e Dilma) acertou com a empresária Mônica Moura o pagamento de caixa 2 para a campanha de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo em 2012, disse a delatora ao Ministério Público Federal (MPF).
Segundo anexo da delação premiada de Mônica Moura, Palocci apresentou a “exigência de sempre”, ou seja, que parte do valor pago a ela e seu marido, o marqueteiro João Santana, seria por fora, utilizando recursos não contabilizados recebidos pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
Seriam R$ 30 milhões oficialmente, enquanto o por “fora” ficaria em R$ 20 milhões. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto também participou das negociações devido ao “expressivo valor que seria pago por fora”, segundo a delatora.
No anexo de sua delação, Mônica relata que foi orientada a procurar a Odebrecht, que ficaria responsável por pagar a maior parte por fora – R$ 15 milhões.
A forma de receber dinheiro teria sido acertada com o executivo Hilberto Mascarenhas, que chefiou de 2006 a 2015 o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como departamento da propina da empreiteira.
Teriam sido entregues R$ 5 milhões em dinheiro vivo em hotéis e flats. Mais R$ 10 milhões foram depositados pela Odebrecht em uma conta no exterior, informou a delatora.
Segundo a delatora, depois de cobranças a Antonio Palocci e João Vaccari, ela foi informada que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha se “comprometido pessoalmente” a ajudar o casal a receber os outros R$ 5 milhões referentes ao caixa 2 que teriam faltado.
“Vaccari disse que prepostos de Lula já haviam articulado com o empresário Eike Batista o pagamento e que agora, finalmente, eles receberiam”, diz o anexo da delação.
A dívida de R$ 5 milhões da campanha de Haddad teria sido paga em meados de 2013 por Eike, também utilizando uma conta no exterior.
Procurada pela reportagem, a assessoria de Fernando Haddad informou que o então candidato à Prefeitura de São Paulo fez uma pesquisa de mercado e acertou o pagamento de R$ 30 milhões ao casal João Santana e Mônica Moura.
“Desses R$ 30 milhões, R$ 9 milhões foram pagos com a arrecadação da própria campanha e o restante, R$ 21 milhões, repassados para o Partido dos Trabalhadores, que negociou um parcelamento de 21 parcelas de R$ 1 milhão, que também foi quitado”, disse a assessoria do ex-prefeito. A assessoria informou que o ex-prefeito não tem conhecimento de nenhum acerto fora o oficial.

Haddad não comentou nada. Aliás, desde que surgiu a primeira denuncia contra o prefeito mais moderno e visionário do mundo que ele anda assim. Suas cheerleaders do jornalismo e do ativismo (Gilberto Dimmenstein e o Catraca Livre, Fernando Grostein Andrade e o Quebrando o Tabu, Emicida e tantos outros) também estão calados. Gente que atacou os pobres pela opção em João Doria como Mônica Iozzi ou nulidades como Maria Casadeval, todos estão calados. Eles sabiam que o prefeito deles era uma fraude, um poste de Lula na prefeitura. Como tal, um corrupto com aspirações fascistas. O paulistano deve ficar feliz de ter contrariado a opção da esquerda caviar, que era o voto na impunidade, na corrupção e no autoritarismo em uma embalagem moderninha. 


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