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Dilma Bolada disse ter sido assediada por tucanos, mas recusou oferta. É que o autor já tinha se vendido ao outro lado

Lembra desta arte? Então, é uma longa história...

Esta notícia de que o publicitário Jefferson Monteiro recebeu R$ 200 mil do esquema de corrupção operado na Petrobras por meio do casal Mônica Moura e João Santana não chega a ser novidade - a informação circula desde as vésperas da prisão do casal. Surgiu quase que simultânea a revelação de que o cabeleireiro Celso Kamura era pago pelo casal, chegando a receber R$ 90 mil por seus serviços. A diferença é que Celso não cometeu crimes, visto que prestou os serviços sem envolvimento político de qualquer natureza. A situação de Jefferson Monteiro é um pouco mais complicada. Até porque foi a própria Dilma Rousseff quem pediu ao casal de marqueteiros criminosos para fazerem o pagamento. 

Com o assunto de volta as páginas policiais, vem a lembrança da campanha de 2014. O publicitário mantinha um perfil fake bem sucedido que atraia bastante engajamento nas redes sociais. Os salamaleques explícitos e a puxação de saco pornográfica eram objetos de constantes notas pela imprensa. Até que o tal Jefferson acusou a campanha do PSDB de assediá-lo. Segundo publicado pelo autor do Dilma Bolada, a equipe digital tucana chegou a oferecer dinheiro. O caso foi parar na blogosfera petista e tudo, sendo objeto de uma negativa por parte de Pedro Guadalupe (consultor de mídia digital que liderava os trabalhos da campanha de Aécio Neves). Na página do PT, a suposta "lacrada" (perdoem pela expressão chula) ganhou a internet. Afinal de contas, Jefferson preferiu a lealdade a presidenta heroína do que os trinta dinheiros oferecidos pelos tucanos. Tanto a publicação de Jefferson quanto a de Guadalupe estão indisponíveis no Facebook, mas estão imortalizadas no YouPix. Confira:


Você já deve ter ficado sabendo do caso da Dilma Bolada. Ontem, Jeferson Monteiro
expôs em sua página no Facebook uma denúncia muito séria: disse que a equipe de Aécio tentou comprar o seu perfil. Desde a acusação, muita gente anda tentando provar um lado ou outro.
Embora seja impossível de dizer a verdade, podemos reunir alguns links pra te ajudar a tentar entender toda a polêmica. Tentar por que não dá pra saber direitinho todos os lados da história — e como já falamos, o caso é a reflexão do que serão as eleições esse ano. Boatos se confundirão com notícias e vice-versa. E tudo será muito difícil de provar. As eleições da desinformação.
Resta apenas tentar entender:
1) Tudo começou com o primeiro post da Dilma Bolada:
“Pois bem, como todos sabem há 4 anos eu criei a Dilma Bolada. Desde então minha vida mudou muito devido a isso. Conheci diversas pessoas, lugares e aprendi um monte de coisa. A minha personagem trouxe uma releitura da vida cotidiana da mulher que governa o nosso país, o tom pessoal sempre foi o mesmo, a exaltação e exacerbação da figura de poder de Dilma. Dilma essa que eu sempre admirei, ainda quando Ministra do Presidente Lula, e que resolvi lá em 2010 criar uma conta fake para assegurar o nome de usuário para que terceiro não o usassem de má fé. Bem, o resto dessa história vocês já sabem.
Tudo ocorrera muito bem até que a repercussão e a influência da Dilma Bolada começou a ganhar destaque na mídia de uma forma geral. Isso acabou atraindo a atenção de pessoas que não simpatizavam com a Dilma verdadeira, a Presidenta. Em meados do ano passado, eu tive um sério problema com uma pessoa chamada Pedro Guadalupe(que hoje trabalha para o PSDB). Pra quem não sabe, Guadalupe é um auto-intitulado “marketeiro digital” que atua em Minas Gerais(mas na verdade a especialidade dele é mesmo comprar uns bots, inflar páginas, spam, umas montagens ~engraçadas~ toscas tudo com o engajamento tendendo a zero).”
Leio o resto do texto aqui

2) A resposta de Pedro Guadalupe
“NOTA DE ESCLARECIMENTO
A respeito de notícias que circulam nos meios eletrônicos e na imprensa envolvendo o meu nome em negociações para contratação de Jeferson Monteiro, criador de perfis fakes da presidente Dilma Rousseff nas redes sociais, tenho a esclarecer o seguinte:
1 – Não tenho contrato com o PSDB nem nunca tive. Já trabalhei com o PP, que é um partido da base governista aliada em Minas Gerais.
2 – É publico que desejo participar da campanha eleitoral de 2014 com o PSDB.”
Leia o restante do texto aqui
O fuzuê em torno da acusação de Jefferson contra a campanha tucana foi noticiado pelo Extra, Huffington Post, Revista Fórum, Brasileiros, Diário do Centro do Mundo, Terra, O Tempo e outros. No final, o PT continuou capitalizando com o episódio ao simular indignação por meio de uma suposta nota de "censura" contra o PSDB. Está aqui no site do partido e no Estadão. O PT falou em "Guerra Suja". O PSDB se defendeu por meio de nota em seu site

Se alguém tinha alguma dúvida sobre a mentira contada por Jefferson (que falou genericamente sobre o assédio da "equipe" sem nomear boi algum), agora temos a certeza de que se o sujeito não mentiu sobre a oferta, mentiu sobre suas intenções. É que se for verdade que ele não estava a venda na época, é porque Dilma já o havia comprado com dinheiro sujo da Petrobras. Ele que quis se colocar como santarrão não passava de um dissimulado fazendo jogada ensaiada para Dilma enquanto se passava por militante passional. 

Em tempo, é bom dizer que ele poderia muito bem ter recebido pelos seus serviços de forma legal (ainda que se discorde da natureza do ofício). Mas preferiu se vender como admirador sincero. Também é verdade que mesmo militantes podem receber por seus serviços - todos sabemos que não existe almoço grátis. O que é sujo, imoral e criminoso é inventar uma história de assédio em plena campanha para colaborar com radicais que tentaram tomar o país de assalto por meio de um mega esquema de corrupção. Não sabemos ainda quais os desdobramentos que essas revelações terão para o publicitário Jefferson Monteiro na esfera penal, mas já é possível adiantar que a história não perdoará sua militância suja e seus conchavos com o submundo da política. 


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