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Delação de Mônica Moura: mesmo tendo conta ilegal no exterior, Dilma usou informação antecipada sobre conta de Cunha para chantagear adversário


Mônica Moura revelou em sua delação um detalhe interessante sobre a atuação criminosa: graças aos serviços de espionagem praticados por José Eduardo Cardozo na Polícia Federal, a presidente soube antes que a Operação Lava Jato havia chegado na conta de Eduardo Cunha na Suíça. Daí se revela a Dilma duas caras: publicamente ela explorava o fato politicamente, alegando ser uma mulher honesta que não tinha conta no exterior. No privado, estava morrendo de medo de ser descoberta.

Veja o vídeo. Aqui Mônica também fala da criação do email falso iolanda2606@gmail.com (referência ao assassinato do soldado Mário Kozel, morto em um atentado praticado pelo grupo extremista Vanguarda Popular Revolucionária - da qual Dilma fazia parte). 


O detalhe é que aquelas falas de Dilma sobre a corrupção de Eduardo Cunha e a narrativa criada a partir dos primeiros indícios de corrupção por parte do ex-presidente da Câmara não passavam de blefe por parte de quem teve acesso a informações privilegiadas. Não por acaso, houve um tempo em que Cunha e o PT passaram a metralhar Cunha todos os dias - enquanto o presidente da Câmara começava a tergiversar diante da investida da PF. 

Sim, Dilma não é nada idiota. Foi fria o suficiente para jogar na cara de Cunha os crimes a ele atribuídos enquanto ela própria temia ser apanhada. É preciso lembrar que ainda em 2015 o Antagonista revelou sobre a conta suíça de Dilma, informação que foi completamente ignorada pela grande mídia obcecada em metralhar o deputado evangélico que ameaçava a governabilidade esquerdista. Enquanto a grande mídia e os blogs sujos falavam em chantagem de Cunha contra Dilma, era Dilma quem chantageava Cunha com informação privilegiada.

Dilma só tem "cta suíça"
Dilma Rousseff repetiu hoje:
"Não tenho conta na Suíça".
A última pessoa que disse isso com tanta convicção foi Eduardo Cunha.

Ela só tem cta suíça


Dilma foi muito hábil: conseguiu passar para muitos a imagem de mulher acuada por um conservador corrupto e inescrupuloso. Passou a discursar com veemência sobre a suposta injustiça representada por seu afastamento, como se ela fosse uma santa martirizada por um andrajoso vilão. Deu certo. Houve um tempo em que o bordão "E o Cunha?" era ouvido do Oiapoque ao Chuí, como se os crimes do deputado fossem minimamente equivalentes aos de Dilma (que na época se utilizou das pedaladas para afirmar que cometera apenas erros administrativos). 

O irônico disso tudo é que várias pessoas - incluindo o autor destas linhas, chegaram a acreditar que a comparar o presidente da Câmara ao personagem Frank Underwood, de House of Cards. De maneira completamente equivocada, imaginávamos que o presidente da Câmara era um jogador inescrupuloso, arrojado e quase suicida, sempre disposto ao tudo ou nada. De fato, Cunha era ambicioso. Mas comparado aos seus ex-sócios petistas, Cunha era quase uma criança. Tanto que foi presa fácil, indo parar na cadeia antes mesmo de quem conspirou contra a democracia. Cunha poderia até ser um corrupto ambicioso, mas teve o azar de se colocar no caminho de psicopatas com aspirações totalitárias. Estes também não podem ser comparados com Frank Underwood, já que conseguem ser piores que o presidente assassino da ficção.

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