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Cuidado com a narrativa dos lacaios: mobilização da extrema-esquerda para o depoimento de Lula sinaliza fracasso, não o contrário


Atenção com a mais nova narrativa dos lacaios: grande mobilização da extrema-esquerda seria prova de força de Lula diante da tímida adesão aos atos organizados pela Direita no mesmo dia. 

Para variar, é mentira. 

A extrema-esquerda ainda conta com financiamento, mas a fonte está próximo de secar. Tanto que houve um tempo em que chegaram a colocar 200 mil pessoas em plena Avenida Paulista protestando contra o impeachment de Dilma Rousseff. Bastou Dilma cair que diminuiu a adesão. Nas greves gerais, a maior mobilização não passou dos 15 mil. O fim da contribuição sindical obrigatória deve diminuir ainda mais. Sobrarão apenas os tonton macouté de Guilherme Boulos e alguns estudantes ricos de universidades públicas ou instituições caras que costumam se vestir de preto e vandalizar as cidades. 

No caso de hoje, houve um planejamento prévio por parte de quem está acostumado a travar cidades em dias úteis. Não é nosso caso. Não é nosso "métier". Se apenas cem pessoas participaram de um ato em apoio a Operação Lava Jato, isso significa que cem indivíduos foram heróicos a ponto de driblarem outros compromissos para participarem. A verdade até que é bem simples. 

Para além desse ilusionismo retórico, há o fato de que sempre foi assim: os radicais vermelhos sempre contaram com grande aparato e sempre se mobilizaram com certa desenvoltura com recursos oriundos de sindicatos ou prefeituras. Qual é a razão de tratarmos o dia de hoje como algo excepcional? Além do que foi jogo de torcida única, como classificou o juiz Sérgio Moro. Também não havia no dia de hoje a disputa entre partidários da Lava Jato e seus inimigos. O que estava em campo era um réu contra um juiz, a Justiça contra uma organização criminosa. 

O que os adversários da justiça e arautos da impunidade querem é fazer crer que Lula nunca esteve tão forte, de que a Operação Lava Jato está ressuscitando o monstro. Alguns citam até pesquisas reconhecidamente fajutas, daquelas que torturam números e manipulam cenários para projetarem a força que o chefe de quadrilha já não possui (mas que pode adquirir se encaixar a narrativa). Alguns até falam que os movimentos democráticos que apoiaram o impeachment se perderam, que não conseguem dar respostar semelhantes nas ruas. Como assim? Desde quando os movimentos promoveram grandes atos em dias de semana? E se compararmos em números, veremos que a menor das mobilizações já promovidas pelos movimentos em março deste ano fez frente a vários atos convocados em tom histérico pela extrema-esquerda. Quem diz o contrário são os canalhas, os estelionatários e os vendidos. 

Estamos mais uma vez diante daquele cenário tão repetido na ficção, em que o personagem central da saga se depara com os emissários do antagonista repetindo as frases: "Ele avisou que é melhor se renderem enquanto ele ainda tem clemência". Aliás, já estamos entrando na fase em que o vilão começa a ameaçar: "Rendam-se agora, porque resistir é inútil". Já vimos isso com o PT vencendo as eleições, com Dilma Rousseff vencendo em 2014 e ameaçando fazer um governo ainda mais à esquerda, em 2015 com o início das mobilizações pelo impeachment e agora, quando Lula pode ser privado de liberdade para pagar por seus vários crimes. O segredo é persistir e dar de ombros para as miragens plantadas na imprensa por quem vive de joelhos.



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