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Barraco de feministas: qual é o motivo da imprensa não publicar nada sobre o assunto?


O pau está quebrando nos lados da extrema-esquerda. Aparentemente tudo começou com um artigo da cheerleader de Lula Elika Takimoto, que em um ato falho criticou o racismo praticado por negros contra brancos (suavizado com o eufemismo de "racismo reverso"). Foi atacada por stephanie Ribeiro e Djamilla Ribeiro (que advogam pelo feminismo negro). No meio do caminho toparam com Cynara Menezes. A socialista morena tomou partido de Elika. A treta ainda está em andamento com direito a ofensas de parte a parte e acusação de racismo e elitismo, mas parece que o tempo fechou mesmo quando uma chamou a outra de feia. Enfim. 



Para além da irrelevância do barraco entre as distintas senhoras, há um elemento que chama atenção: qual foi o motivo do fato não ter saído na imprensa? A pergunta é válida, já que sempre sai algo do tipo quando surge uma divergência um pouco mais acentuada entre alguns atores da direita brasileira. Não seria de se esperar que retratassem o fato como "um racha na esquerda" ou "barraco feminista"?

Não dirão pelos seguintes motivos: este tipo de episódio é corriqueiro em qualquer um dos lados do espectro político. Os indivíduos acreditam em soluções diferentes para o mesmo problema, e nem os coletivistas da extrema-esquerda escapam disso. Vide a visão divergente entre as quatro gladiadoras. 

Outra razão é que esta eventual briga não expõe racha algum. Pergunte a opinião das quatro sobre a Operação Lava Jato, impeachment e reformas do governo Michel Temer. Se há algo que caracteriza a extrema-esquerda, é que ela é muito mais pragmática do que a Direita. Seus membros comungam do mesmo credo e da mesma agenda, ainda que por caminhos distintos. Não são como certos direitistas, que em determinado momento irão preferir jogar para o outro lado do que se associarem aos que divergem em questões pontuais. Enfim...

Há também o aspecto de que elas não representam toda a esquerda, o que é elementar. Só quem diria isso é um embusteiro tentando emitir um falso laudo de fragilidade do adversário. Como foi feito quando Joice Hasselmann teve aquele entrevero com Reinaldo Azevedo. Ou quando houve aquela guerra entre Olavo de Carvalho, Rodrigo Constantino e Reinaldo Azevedo (que envolvia também o MBL). De tempos em tempos estes episódios se repetem com maior ou menor intensidade, o que não significa fraqueza alguma. Só quem repete isso é quem tenta sugerir que há uma divisão entre o grupo. Só quem ganha com esta avaliação mentirosa dos fatos é a extrema-esquerda, é claro. 

Outro fato curioso deste barraco é que no ato de atacar suas colegas os esquerdistas decidem agredi-los com verdades. Tempos atrás Djamila criticou o racismo dos militantes que fazem campanha cerrada contra Fernando Holiday, lembrando que o problema é com a cor da pele e não com a ideologia. De fato, é o vereador mais fiscalizado e noticiado entre os cinquenta e cinco que compõe a Câmara Municipal de São Paulo. Do outro lado, Cynara menciona os esquerdistas de nomes pomposos (praticamente todos são assim). A Stephanie chama a outra de elitista, enquanto ouve na réplica que é arrogante. Lembrando que o motivo da briga foi o texto de Elika falando uma verdade: não existe racismo reverso, mas sim racismo (independente da pele do agressor ou do agredido). Não deixa de ser exótico o fato de que não estão brigando com Elika por ela defender um chefe de quadrilha como Lula, mas sim por ter dito uma verdade. E esquerdista de verdade não pode falar verdades. Nunca. Vamos ver até onde isso vai. Um amigo meu fez um comentário definitivo sobre o caso: É bastante educativo assistir justiceiros sociais secretando uns sobre os outros a peçonha que os fez sobreviver até aqui como espécimes da exótica fauna do ativismo esquerdista. É tipo de coisa que não se encontra no Instituto Butantã.


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