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Aumento de 60% no salário mínimo proposto por Maduro é exemplo de como propostas da extrema-esquerda não passam de golpe


Todos viram que o ditador venezuelano Nicolas Maduro assinou decreto instituindo um aumento de 60% no salário mínimo daquele país. Considerando que boa parte dos venezuelanos está subordinada ao estado (que hoje é o principal agente econômico graças a estatização contínua do chavismo), a projeção é de que o governo tenha que inundar o mercado com mais dinheiro para dar conta do aumento. O resultado será a inflação, que já corrói os rendimentos dos cidadãos daquele país. Segundo o FMI, a taxa de inflação está na casa dos 720%. O governo se defende alegando sabotagem (o que justifica mais expropriações e estatizações, fortalecendo ainda mais o controle social). É o que Maduro chama de "guerra contra a oligarquia". Detalhe: o que se pode fazer com bolivares desvalorizados em um país vítima do desabastecimento (sim, as empresas estatizadas não dão conta da demanda). Parece burrice, mas é assim que ele se mantém no poder. Socialismo sempre funciona para os tiranos. 

O caso é que esta canetada vem no exato momento em que o país é sacudido por protestos convocados pela oposição que não aceitou o autogolpe jurídico promovido pelo tirano. Maduro viu no aumento uma maneira de enganar o povo com falsas esperanças, além de fortalecer a narrativa de governo dos trabalhadores. Também pediu uma Constituinte, que deverá ser composta por parlamentares governistas e membros de conselhos populares e milícias chavistas. O golpe depois do golpe.

Notem que estas soluções são muito semelhantes ao que é proposto aqui por nossa extrema-esquerda. Alguns propõem eleições fora de época, enquanto outros propõe soluções mágicas e fáceis para questões difíceis. A reforma trabalhista não seria necessária, já que a CLT "nos garante direitos".A reforma da previdência não seria mais necessária, dizem alguns. Poderia ser substituída por uma auditoria entre os devedores. Alguns mais ousados até alegam que não há rombo algum na previdência brasileira. É justamente o que se espera em tempos de terra plana.

O chefe da organização criminosa tem usado seu tempo para dar palpites na área econômica, acusando o governo Temer de não ter competência para gerir a crise. Sendo que esta é a única área em que o governo do débil Michel tem se destacado. Estamos aos poucos saindo do atoleiro em que a delinquente Dilma Rousseff nos deixou. Mas Lula e seus asseclas querem palpitar sobre como devemos sair do buraco em que eles nos meteram. Como disse Alexandre Schwartsman na Folha de hoje, isso só pode ser encarado como cara de pau. Faz tempo que não vemos um analista de econômica emitindo um discurso tão assertivo como Alexandre. Ele já identificou que não é ignorância, mas método. 

São dois fatos: um tirano não está preocupado em melhorar a economia, apenas em se perpetuar no poder por meio de mecanismos diversos. Para isso, precisa da simpatia popular que será conquistada após supostos atos de bondade. Também há a questão do controle que ele terá sobre as pessoas após as primeiras dificuldades, que normalmente será o aprofundamento das medidas socialistas. No caso de Maduro, a saída sempre passa por mais estatizações, censura e perseguição de empresários e opositores. No Brasil do petismo, a culpa era de qualquer analista ou político que criticasse o governo. Eles supostamente torciam para o quanto pior melhor. Quando deu errado, a solução proposta por quem fabricou a crise foi a mesma implementada por Maduro: uma guinada a esquerda. 


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