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Até a Lava Jato está contrariada com Janot, que abriu uma brecha enorme para os que querem frear a Operação


Nesta semana o ministro Gilmar Mendes afirmou que é necessário discutir as delações premiadas e rever a prisão após condenação em segunda instância. Quem acompanha as falas do ministro sabem o quanto ele se tornou adversário ferrenho da Operação Lava Jato, chegando ao ponto de confabular com Aécio Neves sobre a necessidade de aprovar o projeto de lei defendido por Renan Calheiros e Renan Calheiros sobre o abuso de autoridade no Senado. 

Gilmar estava chamuscado pela opinião pública sobretudo por conta da soltura de José Dirceu. Como o destino lhe foi grato, apareceu em seu caminho a dupla dinâmica Edson Fachin e Rodrigo Janot, que entre outras lambanças, aprovaram uma delação que praticamente isenta os irmãos criminosos Wesley&Joesley Batista de qualquer punição. De quebra, vazaram uma conversa particular do jornalista Reinaldo Azevedo que não continha um traço sequer de crime. Era a deixa que Gilmar precisava para jogar a criança fora com a água suja. 

Hoje mais cedo a jornalista Vera Magalhães tratou do assunto no programa 3 em 1. Sempre bem informada e com fontes extremamente confiáveis, Vera afirmou que os procuradores da força-tarefa de Curitiba ficaram irritados com Janot por conta da delação da JBS. Por motivos óbvios: além de ter feito a negociação sem qualquer critério ou punição, Janot ainda abriu a porta para que os inimigos da Operação entrassem. 


É bom perguntar se não foi de propósito, visto que a própria negociação está sob discussão e será reavaliada pelo Supremo Tribunal Federal. O episódio da gravação não periciada e o estardalhaço midiático do Procurador-Geral da república atestam para o monstrengo parido por ele junto com Edson Fachin, o ministro que só chegou ao STF com ajuda da JBS. 

Como sempre repete o amigo Luciano Ayan em seu blog, nunca é recomendável ter fé cega em alguém. Muito menos em alguém como Janot, que agora acuado anda escrevendo praticamente um artigo por dia para se defender. Janot tem histórico de condescendência com petistas, mas corre com processos contra adversários do partido do plano criminoso de poder com a mesma desenvoltura de Usain Bolt. Enquanto faz suas barbeiragens friamente calculadas, aponta para o outro lado afirmando que "querem acabar com a Lava Jato" - coisa que os membros da força-tarefa de Curitiba raramente fazem. É de se perguntar o que está por debaixo das ações do nebuloso Janot. Coisa boa já sabemos que não é.

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