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Amigos de Lula começam a pedir que petista troque de advogado. Sinal de que o petista vai de mal a pior



A avaliação otimista dos devotos sobre o depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro, contrasta com a opinião de amigos dele. Advogados, inclusive. Nessa seara, o desempenho foi considerado desastroso, não pela atribuição de responsabilidades a Marisa Letícia que, de acordo com esses amigos, mandava e desmandava mesmo. O problema principal, na opinião deles, foi a performance dos advogados de defesa, notadamente Cristiano Zanin. Arrogante, provocador, confrontador da posição do juiz. Na opinião dos “chegados”, Lula deveria com urgência trocar de defensor. Sob pena de ter em Zanin, na prática, um auxiliar da acusação.

Isso responde a várias questões, além de desfazer alguns factóides que têm sido plantados na imprensa por lacaios como Kennedy Alencar (para quem Lula fez com o juiz Sérgio Moro o mesmo que a Alemanha fez com o Brasil). Primeiro é que a defesa de Lula vai mal das pernas, a ponto de amigos aconselharem a substituição do técnico pouco antes da penúltima rodada do campeonato. Quem faz este tipo de coisa são os times em crise, os que querem fugir do rebaixamento. Segundo que o untuoso Zanin não agrada nem mesmo aos seus. Ser defendido por um tipo desses não é trunfo, mas sim castigo. É o mesmo que um afogado pedir ajuda e receber uma âncora. 

Zanin, é bom que se lembre, só faz parte da defesa de Lula por ser genro do advogado Roberto Teixeira. Teixeira não pode se envolver no caso justamente por ser réu na Operação Lava Jato, acusado de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro no processo que investiga a compra de um imóvel na Vila Clementino para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula. O intrincado esquema contava ainda com a participação da Odebrecht e a compra do apartamento vizinho ao dúplex de Lula em São Bernardo. O imóvel era objeto de um aluguel de fachada, onde os recursos eram passados para Teixeira. Coisa tão complexa quanto suja. 

O impedimento do sogro colocou Zanin nos holofotes pela primeira vez, mas aparentemente ele não soube lidar com o inglório estrelato. Personagem frequente de reportagens, esqueceu que ali o papel era de defensor e não de militante político. No meio do caminho, acabou atrapalhando mais do que ajudando seu cliente. A pergunta sobre o encontro de Lula com Renato Duque naquele hangar é um exemplo. Qualquer advogado deveria ter prevenido seu cliente a não responder ou a negar a acusação. Zanin está mais preocupado em fazer declarações ao Brasil 247 e aparecer na mídia de extrema-esquerda internacional, fato que pesou em sua omissão. Foi o suficiente para Lula confessar que teve o encontro, ainda que negando o teor geral da conversa. Foi algo tão constrangedor quanto Bill Clinton confessando o uso de maconha com o cômico "Fumei mas não traguei".  

Mais importante que tudo isso é que os alertas de amigos de Lula indicam a fragilidade de uma defesa que se vende como forte, além da fraqueza de um Golias moribundo. Se há tanto medo de que Zanin atrapalhe ainda mais, é sinal de que eles próprios já têm a condenação como certa. Aquelas notas plantadas na imprensa cúmplice sugerindo que Lula terá benefícios em outras instâncias são meras cortinas de fumaça. O que importa é que os próprios já acreditam que a condenação do penta-réu é mera questão de tempo. Os amigos de Lula já lhe cederam sítios, apartamentos, jatinhos e até prédios para institutos. Se estão aconselhando o infame Luis Inácio a trocar de advogado, significa que a coisa é grave. 


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