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A quem interessam essas notícias plantadas contra a condenação de Lula?


Na coluna de Mônica Bergamo, uma "notícia" diz que ministros do Supremo Tribunal Federal estariam combinando voto para resolver o "problema Lula". Supostamente preocupados com a possibilidade de uma "convulsão social", os heróis de toga teriam chegado a conclusão que a saída seria permitir que Lula permanecesse libre após o julgamento em segunda instância mantendo a inelegibilidade. Obviamente, trata-se de um acordão antidemocrático. Os conspiradores seriam os ministros Celso de Mello, Marco Aurélio Melo, Gilmar Mendes, Dias Toffoli. 

Celso de Mello desmentiu com esta nota: 
A propósito de matéria publicada na coluna da jornalista Mônica Bergamo, na 'Folha de S. Paulo', edição de hoje, 15/05/2017, quero esclarecer que a minha posição a respeito da possibilidade de execução provisória da condenação penal, desde que confirmada por Tribunal de 2º grau, observa e respeita, integralmente, o princípio da colegialidade – não obstante entendimento diverso (porém minoritário) que externei nos três julgamentos plenários desta Corte que consagraram essa nova orientação –, de tal modo que não procede a afirmação de que eu tenderia a insurgir-me contra referida diretriz, firmada, soberanamente, nessa específica questão, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal.
Será tudo mentira ou será tudo verdade? O fato é que esta notícia tem elementos verdadeiros: há pouco mais de um ano vimos um conchavo entre o ministro Ricardo Lewandowski e senadores da República para manter os direitos políticos da presidente cassada Dilma Rousseff após o impeachment. Também vimos uma jogada ensaiada por conta da soltura de José Dirceu. Não podemos esperar muita honra do STF, isto é fato. Ocorre que neste caso há conjecturas favoráveis a narrativa petista, como a tese de que a prisão causará "comoção social". Esta mentira desvenda a essência da nota: trata-se de uma mentira que reúne elementos verdadeiros. Se é verdade que Lewandowski e Marco Aurélio são leais ao ex-presidente e que Gilmar e Toffoli são críticos da Operação Lava Jato, também é verdade que todos ali temem uma revolta popular com o salvo conduto a Lula. Para isso, alguém recorreu aos préstimos de Mônica Bergamo. Vamos lançar uma isca. Se passar batido, seguimos o script. Se não, tentaremos outra estratégia. 

Notem que nestes tempos também são plantadas notícias favoráveis a Lula, como o fato de que a Operação Lava Jato não tem provas ou de que ele é o favorito para 2018. Incluindo pesquisas fajutas que colocam três pré-candidatos do mesmo partido para concorrerem com Lula, além de elencarem o próprio juiz Sérgio Moro e o ex-ministro Joaquim Barbosa no pleito para desidratarem o voto contrário a Lula. Quem planta este tipo de notícia sabe muito bem o que pretende colher.



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