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O Botequeiro louco da Vila Madalena agora quer determinar quem pode ou não exercer o jornalismo


Gilberto Dimenstein parece resolvido a concorrer ao prêmio de ser mais abjeto da história. Depois de tentar faturar cliques com a tragédia da Chapecoense e de usar seu site para perseguir o vereador Fernando Holiday e o Movimento Brasil Livre, agora o Botequeiro Louco da Vila Madalena tenta emplacar mais uma ofensa: quer determinar quem pode ser exercer o jornalismo ou não. 

Em sua página pessoal e no próprio Catraca Livre, Dimenstein empreende uma caçada humana ao Jornalivre e ao seu editor, Roger Roberto. Conhecido nas redes sociais pelo nome de Roger Scar, é o autor do blog Guerra Política e do Jornalivre. Dimenstein ficou irritado por ter recebido algumas críticas, e agora pretende fazer da vida de seus detratores um inferno. Igual fez com os moradores da rua Medeiros de Albuquerque com seus dois botecos. 

Dimenstein acusa o Jornalivre de ser um "site fantasma" propagador de notícias falsas. Ele alega que o jornalismo não pode ser feito no anonimato, nem por jornalistas não qualificados. Inventou até uma norma legal que impede o uso de pseudônimos. O ex-jornalista e fascista militante também resolveu confundir opiniões com notícias, chamando artigos de fake news. O Sul Connection fez um levantamento das falsas checagens de Dimenstein. Em uma delas, ele alega que o Jornalivre mentiu sobre o BuzzFeed ser de esquerda alegando que é um site americano. Como se americanos não pudessem ser de esquerda. O curioso é que nem o BuzzFeed nega ser "liberal", ou "progressista". O único que nega este fato é o próprio Dimenstein. 


É claro, a ópera bufa precisa estar completa. Para tanto, ele resolveu acusar Fernando Holiday de conspirar junto com o publicitário André Kirkelis (um dos moradores vítimas de seus botecos na Vila Madalena) para alimentar o Jornalivre de Roger. A operação seria financiada por um suposto caixa dois do gabinete de Holiday (aquele inventado pela jornalista Tatiana Farah). É uma peça de ficção, já que os três personagens não se conheciam antes de atravessarem o caminho do ex-jornalista. Não pensem que isso é mera defesa pessoal: o Jornalivre existe desde meados de 2016, enquanto Holiday foi eleito em Outubro e tomou posse em Janeiro. O valor apontado como fonte de recursos do Jornalivre é uma nota de materiais de escritório para o gabinete, que consta no portal da transparência. São cerca de R$ 3 mil reais. Que cidadão brasileiro faria parte de um esquema tão complexo para ganhar R$ 3 mil reais em mais de 6 meses de operação? Dimenstein não acusa seus adversários de serem apenas corruptos. Considerando as dimensões paquidérmicas de nossa corrupção, ele também está chamando seus desafetos de burros. 

Os cabelos brancos de Dimenstein e sua passagem por veículos da grande mídia deixam claro que ele não é um ingênuo, apesar de sua expressão apática sugerir o contrário. Ele sabe que o uso de pseudônimos na imprensa tem até certa tradição, e que qualquer cidadão brasileiro tem garantido na Constituição seu direito de liberdade de expressão. É um daqueles direitos humanos que ele finge defender no Catraca Livre. Ao senhor Dimenstein, fica a pergunta: ele espera mesmo ver suas teses vitoriosas em pleno vigor do Estado democrático de Direito? Creio que não. 

Imagine se Dimenstein obtiver êxito em sua nova profissão, a de "polícia do jornalismo". Ele sairá perseguindo qualquer um que disser que aquele seu portal lixo só serve para alimentar de chorume a pequena esquerda caviar que prega a revolução enquanto ainda mora com os pais. Ele mandará para a cadeia quem disser que só pede mais ciclofaixa quem é rico o suficiente para não se preocupar com saúde pública, creches e zeladoria urbana - problemas que não fazem parte do imaginário da pequena esquerda fascista da qual Dimenstein faz parte. No fundo é isso que ele quer: "as licenças para o exercício do jornalismo" seriam distribuídas apenas aos semelhantes de Dimensteins, para protestarem diariamente contra a limpeza de muros pichados enquanto fazem piadas com a morte de atletas em acidentes aéreos. Mas este apocalipse orwelliano não irá acontecer, já que ainda temos juízes em Berlim. 



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