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Lula deixa claro que se pauta pela ética da máfia: para ele o problema não é o conteúdo, mas o ato da delação


Lula reagiu a divulgação do conteúdo das delações da Odebrecht com o mesmo cinismo de sempre. O presidente criminoso comentou o caso em entrevista ao radialista baiano Mário Kertész, da Rádio Metrópole. Diz Lula:

É tão inverossímil as acusações, é tão irreal as acusações, que eu não vou rir, nem vou chorar. Eu vou analisar corretamente, vou conversar com os advogados, pegar o processo, ler cada peça do processo para que a gente possa chegar no dia certo e dizer claramente o seguinte: a delação tem que ser provada. 

Abaixo, o vídeo.


O sujeito já ultrapassou o limite da própria delinquência. Sugere a punição para quem operou em seu nome (Antonio Palocci), que não pediu para ajudarem seu irmão (Lula quer nos fazer crer que a mesada ao tal Frei Chico era obra da caridade dos Odebrecht). Também afirmou não que seu filho não foi favorecido pela empreiteira. Mente tanto quanto respira.

Reparem que Lula segue mentindo. Para quem acompanha o blog, sabe que as pautas econômicas são encaradas sempre pelo viés político. Sempre repito que quem insiste em soluções socialistas está praticando estelionato. Notem que Lula fala em expandir o crédito, em aumentar o tamanho do Estado e do assistencialismo. Ele o faz porque é mentiroso, porque quer enganar os incautos com soluções fáceis para problemas difíceis. O chefe da organização criminosa não pretende resolver nenhum dos problemas sociais, mas sim reassumir o poder e implementar sua agenda criminosa.

Mais cinismo: o lambe-botas Mário Kertész diz temer um "João Doria" como presidente, levantando a bola para Lula cortar. Daí o criminoso passa a elencar seus principais objetivos: cerceamento da imprensa, reforma política com financiamento público de campanhas e aparelhamento do Estado. Isso depois de ter falsificado a história recente do país. Não é surpresa alguma ver Lula oferecendo soluções mágicas para problemas causados por ele, como a relação promíscuas entre partidos e empresas. 

Mas o pior não está aí. Reparem neste trecho transcrito abaixo:

Ontem, houve mais um absurdo: a delação do Marcelo Odebrecht. Eu até compreendo que o Marcelo está preso há dois anos, até compreendo que ele tem família fora, que ele deve estar comendo o pão que o diabo amassou, que talvez ele esteja tentando criar condições para sair da cadeia.
Em primeiro lugar, fica claro que Lula se pauta pela Omertà, o código de honra da máfia italiana. Para ele, é inadmissível que um membro da organização coopere com a justiça. Se recorrermos a história, veremos que José Dirceu e José Genoíno se tornaram exemplos de resistência. O voto de silêncio deixa claro que o PT não é um partido, mas sim uma máfia política. Sinaliza que a "traição" não será perdoada. Em resumo, Lula acha que o grave não é o crime e sim o ato da delação. 

Há ainda um trecho preocupante: quando Lula fala de Marcelo Odebrecht, ele menciona a família do empresário. A troco de quê? Seria uma ameaça? Sabemos que o PT tem um histórico nebuloso de represália contra dissidentes ou contra quem reivindicou nacos maiores de seus esquemas (vide Celso Daniel). Qual é o sentido do chefe da facção mencionar a família do delator? Certamente Marcelo Odebrecht deve saber com quem está lidando, e já deve ter comunicado as autoridades que sua família corre risco de vida. 

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