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Justiceiros Sociais estão bravos com o diretor da Marvel que confessou que opção pelo politicamente correto deu prejuízo


A Marvel Comics havia iniciado um processo de mudança em seus quadrinhos. Lançou uma Miss Marvel muçulmana de origem paquistanesa (Khamala Khan), criou um universo onde Tony Stark é uma garota negra chamada Natasha Stark, tirou o martelo Mjollnir das mãos de Thor Odinson e o colocou nas mãos de Jane Foster, substituíram Peter Parker pelo negro-hispânico Miles Morales e arrumaram um Lanterna Verde homossexual. Para completar, o maior símbolo de patriotismo do estúdio traiu seu país: o Capitão América se tornou aliado da Hydra. 

As medidas arrojadas adotadas pela Marvel logo surtiram efeito: foram elogiadas mundo afora por veículos como BuzzFeed, Catraca Livre, UOL, Huffington Post, The Guardian, The Independent, New York Times, CNN e afins. Foram tantos confetes que só faltou um prêmio para os roteiristas progressistas, com direito ao Justin Trudeau saindo de dentro de um bolo gigante de maconha para cumprimentar os gênios da raça. Uma nova era se desenhava, onde os quadrinhos passariam a representar este novo tempo... 

O problema é que ninguém combinou com os leitores, que se sentiram afugentados por toda aquela pantomina. A descaracterização de personagens clássicos, a excessiva politização e a diversidade forçada desagradaram e as vendas despencaram. Foi o que levou o diretor David Gabriel a expor os dados negativos, como consta nesta matéria do The Guardian. Destaque para uma das falas de David Gabriel:

Vimos as vendas de qualquer personagem que fosse diverso, qualquer personagem que fosse novo, nossos personagens femininos, qualquer coisa que não fosse um personagem principal da Marvel, as pessoas estavam virando o nariz contra. Isso foi difícil para nós, porque tínhamos muitas idéias frescas, novas e excitantes que estávamos tentando e nada de novo realmente funcionou…

Pois é, ele admitiu o fracasso de vendas. Mas adivinhem qual foi a reação? Todos os portais situados a esquerda passaram a vender a narrativa de que David Gabriel havia "culpado a diversidade dos personagens" pelo fracasso, enquanto outros o chamaram de conformista pela admissão de fracasso. Daí o sujeito teve que se retratar diante da chuva de chorume progressista. Seguem aqui links do The Independent, Jovem Nerd, Nerdist, Gizmodo e The Verge enxovalhando o diretor. Vale a pena ver a que ponto a loucura pode chegar. Já nas redes sociais, Gabriel é chamado de fascista para baixo. Alguns até o associam a Donald Trump. Detalhe: o próprio executivo foi um dos fiadores das séries politicamente corretas. Os corvos criados pela Marvel voltarão para comer os olhos de seu diretor. 

Alguns pontos centrais dessa discussão: 

  • A empresa obviamente teve perdas ao trair seu público para agradar os moderninhos de redação. Esqueceram que essa gente não consome quadrinhos, apesar de arrogarem para si o direito de pautar essas produções. Algo muito semelhante foi visto quando as feministas tentaram fazer proselitismo político com a seleção feminina de futebol enquanto atacavam a seleção masculina (que mais tarde levou o ouro olímpico enquanto as moças ficaram pelo caminho). Pouco depois foram realizados jogos na modalidade feminina com estádios vazios. As feministas simplesmente não se interessam pelo esporte quando a prática não traz dividendos políticos.
  • Quando a empresa se viu em dificuldades, tentou fazer autocríticas necessárias para sua sobrevivência (como é feito em qualquer outra empresa privada). Identificaram o erro e seu diretor expôs publicamente as razões. Mas os justiceiros atacaram não por acreditarem que ele havia culpado as minorias, mas sim por que expôs a farsa destes movimentos que não representam um clamor legítimos da sociedade. Também ficou claro que o alerta poderia influenciar outras empresas a evitarem esta armadilha. Em resumo: espancaram o mensageiro antes que ele contasse ao marido sobre a prova do adultério. 
  • Justiceiros Sociais jamais serão agradados por quem quer seja, já que são movidos unicamente por suas pretensões sociopatas. Tentar agradar essa gente com publicidade progressista e "discurso de empoderamento" é tão eficiente como fornecer sangue fresco a carrapatos para que eles deixem hospedeiro por falta de apetite. Não rola. O melhor é manter uma distância segura para não se tornar refém destes parasitas. Notem: a Marvel arrumou este pé quebrado ao atravessar a rua para falar com os caras. O melhor é deixar que as jornas de cabelo colorido e os sociólogos de botequim continuem falando mal de suas produções ao invés de ceder ao discurso fascistoide. Vampiros não costumam se contentar com o sangue, querem também transformar a vítima em seu escravo. Foi o que tentaram fazer com a Marvel, chegando ao cúmulo de criticarem a empresa pela simples admissão da causa do prejuízo. É óbvio que eles preferem ver a empresa falida do que admitindo que a causa mortes foi o marxismo cultural. 
PS: O Lanterna não é da Marvel e sim da DC Comics. O erro foi só viagem do autor. O Reacionário também faz barbeiragens de vez em quando.


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