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Graças ao impeachment, nossos cidadãos não foram obrigados a experimentar do inferno bolivariano


Dia 17 de Abril, um ano desde que vimos a Câmara dos Deputados aprovar o acolhimento do processo de impeachment contra Dilma Rousseff, que mais tarde teria seu mandato cassado e os direitos políticos mantidos por meio de um golpe urdido por Renan Calheiros, Randolfe Rodrigues, Katia Abreu e Ricardo Lewandoswki. Foi quando vimos petistas chorando Brasil afora (como esquecer a imagem do militante adiposo com a faixa na cabeça escrito "Não Vai ter golpe"?). Por incrível que pareça, a pergunta principal sobre todo este processo foi feita pelo senador petista Lindbergh Farias há alguns meses. Em seu Facebook, o Lindinho da lista da Odebrecht pergunta: o que de fato mudou após o impeachment de Dilma? 

Em primeiro lugar, o brasileiro ficou mais engajado e mais consciente de sua cidadania. Qualquer tema discutido no Congresso é pauta em botecos, restaurante, salão de cabeleireiro e igreja. Todos estão atentos ao que os homens públicos fazem. A pressão é grande, e reflete também nos trabalhos do Congresso. Cidadãos comuns não se constrangem de chamar políticos engravatados no conhecimento. Querem prestação de contas. Em que se pese certa frouxidão de Michel Temer, há que se reconhecer que mesmo um sujeito como ele consegue fazer um governo mil vezes melhor que a gestão petista. A economia lentamente se recupera, apesar do terrorismo midiático da extrema-esquerda e da covardia de parte considerável da base. Reformas importantes já foram aprovadas, outras estão em pauta aguardando apreciação pelo Congresso. O Brasil segue. 

Apesar disso, há quem se renda ao pessimismo pregado pelos partidários do Antigo Regime, pelos que foram escorraçados do Planalto com Dilma. De que o país enfrenta desemprego e a crise política, provocada pelos graves escândalos de corrupção. Ocorre que essa é a herança petista para o país: ruína moral e ruína econômica. Nos livramos do que havia de pior, que foi o autoritarismo.



Nos livramos de uma criminosa com aspirações ditatoriais, que havia quebrado nossa economia de propósito para se reeleger. Uma mulher que abriu os cofres do poder para gente como Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Sérgio Cabral. Por acaso, a mesma mulher se inspirava nos regimes venezuelano e cubano. O modelo de governança pública da czarina da mandioca é um país que criou campos de concentração para homossexuais e outro cujos cidadãos fuçam o lixo atrás de comida. As referências de boa governança de Dilma são estas sucursais do inferno na América Latina, onde os cidadãos são tratados como ratos. Notem que poucos países condenaram o impeachment. Entre eles a Turquia de Recep Tayyip Erdogan, que chamou o impeachment de golpe. Logo ele, que prende e mata opositores. E que agora pretende chamar um referendo para aprovar a pena de morte. 

Não por acaso, uma das grandes lamentações do PT não foi ter roubado o futuro dos brasileiros e arruinado nossa imagem no mundo. A grande lamentação foi não terem aparelhado mais o Estado, não terem censurado a imprensa e perseguido os opositores. Houve até um caderno de teses lançado pela executiva nacional do partido lamentando que os governos Lula e Dilma não houvessem interferido na grade curricular das academias militares. Para eles, isso teria sido essencial para a manutenção da presidente no cargo: quando o povo fosse as ruas pelo impeachment, as Forças Armadas sairiam as ruas reprimir os opositores. Foi dessa gente que nos livramos. 

O Partido dos Trabalhadores cujos membros apontam o dedo sujo contra os democratas que se levantaram contra a organização criminosa tentam criar miragens e truques de ilusionismo em suas falsas análises de conjuntura. A verdade é que hoje temos alternativas democráticas, vemos possibilidades no horizonte. A única certeza que tínhamos no governo Dilma era que sua continuidade nos levaria ao inferno bolivariano, com presidentes eternos e milícias na rua encurralando cidadãos agora destituídos de qualquer direito. Se as coisas não vão bem, ao menos podemos nos regozijar pelo fato de que nossa coragem garantiu nossa liberdade. 
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