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Dimenstein quer Jornalivre, Sul Connection e MBL na forca, mas acha que não se pode "demonizar o PT" por corrupção


O ex-jornalista Gilberto Dimenstein se tornou personagem frequente por aqui após o início da vendetta do proprietário daqueles botecos na Vila Madalena com o vereador Fernando Holiday, coordenador do MBL. Insatisfeito sobretudo com a reação do MBL aos seus malabarismos retóricos, Dimenstein passou a promover uma caçada humana contra todos que estão no entorno do vereador e do movimento. Lutando na lama, Dimenstein já apontou sua metralhadora giratória contra o Jornalivre do Roger Scar, contra o Sul Connection dos jornalistas Eduardo Bisotto, Guilherme Schneider e Guilherme Macalossi. Segundo ele, toda essa gente compõe uma suposta rede de notícias falsas (ainda que ele próprio não saiba apontar uma fake news sequer). Ah, todos seriam financiados pelo gabinete do vereador e pelo falso caixa-dois criado pela jornalista Tatiana Farah (do BuzzFeed). Também acusou o youtuber Arthur Moledo do Val de ser financiado pelo tal caixa dois. Sobre este blog, afirmou que estamos defendendo as mentiras do Jornalivre. Foi mais longe: ainda recomendou aos seus leitores que tomassem cuidado com esta página. Segundo ele, ela vem crescendo muito nos últimos tempos com conteúdo de ódio. Sigamos. 

Por acaso, ontem o ex-jornalista provocou uma onda de ódio contra um aposentado de 70 anos que mora perto do Beco do Batman, na Vila Madalena. O morador João Batista da Silva resolveu pintar seu muro de cinza para evitar o assédio e incômodo de que é vítima. O dono do Catraca Livre resolveu expor o sujeito ao ódio da odiosa elite progressista. Começou atacando o sujeito, para depois oferecer uma saída: permitir que os grafites voltassem ao muro. O seu João acabou cedendo, diante da promessa de que a prefeitura regional de Pinheiros irá atender as reclamações sobre barulho e perturbação da ordem. O que deve acontecer é que o seu João terá mais dissabores, uma vez que o método é o mesmo já aplicado com os moradores da rua Medeiros de Albuquerque. Dimenstein usa sua influência com autoridades para empurrar seus interesses goela abaixo dos moradores do bairro. Aliás, foi este o motivo da vendetta com Holiday. Quando Tatiana Farah acusou o vereador de praticar um caixa dois de incríveis R$ 4 mil reais (não basta acusar de corrupto, tem que chamar de burro também), Dimenstein comprou a história de imediato. Vale cabe repetir a frase que Deltan Dallagnol nunca falou: Não temos provas, mas temos convicção.

Mas observem o Catraca Livre hoje, como reagiram ao revelado na tão aguardada lista de inquéritos do ministro Edison Fachin. São 83 inquéritos, envolvendo senadores, deputados, governadores, ministros e agregados políticos. Coisa pesada. Sabem qual foi a reação de Dimenstein? Esta aqui:


Observem: para Holiday, Dimenstein deseja o linchamento público. Mesmo sem provas, apenas com convicção. No caminho ele junta algumas acusações que não pode provar, mas segue firme no açoite. Já com o Partido dos Trabalhadores, autor do maior esquema de corrupção já conhecido no Ocidente, ele pede candura e condescendência. Por pouco não falou que são vítimas da sociedade. É o PT de Fernando Haddad, o amigo que possibilitou o Ruas Abertas na Medeiros de Albuquerque. É o PT de Dilma Rousseff e Lula, celebrado no Catraca por ter dado uma "sarrada". Para eles, Dimenstein prega ponderação. 

O comportamento também é completamente diferente da postura adotada com Roger Roberto (do Jornalivre) e Eduardo Bisotto e Guilherme Macalossi (do Sul Connection). Para condená-los, Dimenstein apresenta "provas" que não seriam admitidas nem no Tribunal do Santo Ofício: os sites não possuem expediente, não são dirigidos por jornalistas, têm domínios registrados no exterior ou preferem deixar restrito os dados dos proprietários (como se todos gostassem de deixar CPF, contatos e endereços a disposição de fraudadores na internet). Provas são detalhes irrelevantes que podem ser fabricadas. Já com o PT, das delações, dos crimes, da chantagem de parlamentares e da associação com ditadores carniceiros financiados com dinheiro do cidadão brasileiro. Isso é fascismo em estado bruto. O lema dessa turma é: "aos amigos, os favores. Aos inimigos, nem a lei". Daí passasse por cima da lei, da ética e até da empatia. O caso com o Seu João Batista mostrou isso. Pouco importa se o muro é dele ou não, vale o que Dimenstein quer. Com Holiday não importa, a condenação deve ser prévia porque ele pertence ao MBL. Já com o PT de Fernando Haddad é o oposto, já que o cara é "gente da gente".

A propósito, Dimenstein não deveria se preocupar em alertar leitores sobre blogs como O Reacionário. Não oferecemos coisas que seus fiéis leitores apreciam, como chorume progressista e notícias mentirosas como aquela que falava de uma provável prisão de Holiday por crime eleitoral após a vitória do vereador ano passado (isso nunca foi sequer cogitado). Também não fazemos piadas com tragédias aéreas, nem perseguimos moradores que desejam paz e tranquilidade em suas casas. Portanto, não podemos oferecer nada do que o seu público está acostumado a consumir. E obrigado por reconhecer que o blog tem crescido nos últimos anos, apesar de ser uma atividade não profissional desemprenhada durante o tempo livre do autor. 

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