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Atuação conjunta de fundações ligadas ao PT e PSDB não causa surpresa, mas nojo

A Fundação Perseu Abramo e os Institutos Teotônio Vilela e Fernando Henrique Cardoso irão se debruçar sobre os dados obtidos a pesquisa recente que prova que a periferia é liberal e independente das pretensões político-partidárias. O convite partiu do petista Márcio Pochmann, presidente da Perseu Abramo. O tucano José Aníbal (presidente do Instituto Teotônio Vilela), aceitou. A atuação conjunta de PT e PSDB não causa surpresa, mas nojo. 

O caso é que estamos em um estágio de depuração do processo político que coloca o Partido dos Trabalhadores na berlinda. Enquanto a periferia reflete a tendência observada nos demais seguimentos de rejeição ao petismo, os institutos tucanos dão um abraço de afogado em quem se tornou leproso político. 

Fica claro que os tucanos implicados nesta empreitada suicida estão contrariando o desejo expresso dos brasileiros tanto nas urnas quanto nas ruas. A sociedade brasileira como um todo repudia o partido que chamou os tucanos para o diálogo. A justiça já determinou que não é partido, mas sim uma máfia organizada. Mas os líderes dos institutos tucanos vêem possibilidade de conversa com quem organizou um esquema criminoso de poder para tomar o Estado brasileiro de assalto ferindo de morte a democracia. 

Quem leu atentamente o estudo da Fundação Perseu Abramo viu que o partido se esforça para criar uma narrativa alternativa, atribuindo a consciência independente e conceitualmente liberal da periferia a uma suposta influência da imaginária mídia progressista. Ao que parece, os tucanos concordam com essa distorção estelionatária.

Mais vergonhoso que tudo foi a fala de José Aníbal, afirmando que a união se dá em prol do país. “Precisamos de uma agenda para deixar o Brasil mais contemporâneo. Um dos pontos convergentes pode ser a reforma política”, disse o tucano. Será que este senhor ainda não compreendeu que a única agenda do petismo é sepultar a democracia? Este gênio da raça não percebeu ainda que tudo o que o partido do plano criminoso de poder deseja é repetir a forma bolivariana e viabilizar o mesmo golpe consolidado na Venezuela. Daí se deduz que estes tucanos agem de má-fé. Vejam só: Aníbal diz que precisa deixar o Brasil mais "contemporâneo". Para isto, ele se coliga ao PT. Sendo que em seu próprio partido está ninguém mais que João Doria, prefeito de São Paulo. Mas a ala de José Aníbal (o senador faz parte do grupo de José Serra), prefere conversar com o diabo do que com Doria. Significa. 

José Serra não queria saber de Doria no partido, menos ainda como candidato. Quando o prefeito estava em campanha, Serra se recusou a pedir votos ao correligionário. Fez muito bem, considerando que Doria venceu no primeiro turno. Outro que prefere "diálogo" com o PT é Fernando Henrique Cardoso. Recentemente, o ex-presidente afirmou que Doria não poderia ser candidato por não ter experiência. FHC ainda recriminou Doria por se apresentar como gestor. Foi rechaçado pelo prefeito, que ironizou de maneira cirúrgica: "FHC já apostou contra mim duas vezes. E perdeu duas vezes". 

Vale lembrar ainda que João Doria, o mais contemporâneo dos tucanos, é rejeitado também pelo vice-presidente do partido Alberto Goldman. Antigo militante do Partido Comunista, Goldman chegou a dizer que Doria era uma desgraça para o partido e para São Paulo. Depois afirmou que o prefeito não pode ser candidato a presidência por "não representar o partido". Diante da vergonhosa colaboração com o PT, fica claro entender o que João Doria não representa: os velhos tucanos não querem Doria pois ele não representa a covardia, o entreguismo e masoquismo. Até agora Doria conquistou o apoio de 70% dos paulistanos e a admiração de milhões de brasileiros que já o querem presidente justamente por não ser condescendente com o petismo. Fica a reflexão tanto para Doria quanto para os outros políticos de plantão: o caminho é não achar que o crime e a psicopatia são meras divergências partidárias. Do contrário, terminarão os dias de forma tão melancólica e medíocre quanto a velha guarda tucana. 


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