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A tradição socialista de jogar tanques sobre civis está viva na Venezuela


Durante os distúrbios civis da Venezuela, uma mulher anônima enfrentou sozinha um tanque durante uma das manifestações convocadas pela oposição liderada pela Mesa de Unidad Democratica (MUD). A série de manifestações contra a ditadura bolivariana vem sendo chamada de "Mãe de todas as marchas", com repúdio ao autogolpe de Nicolas Maduro e aos crimes praticados pelo regime. Aos que dizem que o regime socialista não deu certo na Venezuela, talvez a imagem da mulher enfrentando os tanques deixe claro que sim, o socialismo deu certo. Tanto que os bolivarianos repetem ali a tradição socialista de jogar tanques sobre civis. 

Sim, a primeira associação que se faz é com as cenas dramáticas do manifestante desconhecido na Praça da Paz Celestial, quando os estudantes chineses que pediram reformas e democracia foram
brutalmente rechaçados pelo Partido Comunista Chinês em 1989. Mas não foi a única demonstração de selvageria dos regimes de extrema-esquerda. Muito antes, os jovens da Checoslováquia também haviam sido reprimidos por tanques pelo regime soviético. Também durante uma tentativa de democratização, a Primavera de Praga de 1968. Os rebeldes chegaram a estabelecer um governo, mas Moscou tinha tanques e armas contra estudantes idealistas que só tinham livros e flores. Após um breve banho de sangue, os soviéticos resolveram endurecer o regime. Como é sabido, deu tão certo que o regime só foi cair com o colapso da URSS em 1991. 

Vamos lembrar que aqui no Ocidente também vimos estudantes enfrentando tanques e fuzis. Mas curiosamente, os daqui queriam um governo semelhante ao que rechaçava outros estudantes detrás da Cortina de Ferro. Os que enfrentavam os tanques aqui pediam por governos que jogassem tanques em estudantes. É algo semelhante ao que fazem os sociopatas que hoje comandam a União dos Estudantes Brasileiros (UNE), que décadas atrás deixou de defender os estudantes para se tornar mero feudo do Partido Comunista do Brasil. Escudados por Juntos, Levante Popular da Juventude e até setores mais a esquerda do PSDB que apóiam o regime parido pelo coronel Hugo Chaves. 

O socialismo venezuelano se consolidou, e pode ser que em breve as movimentações dos milhões de cidadãos nas ruas seja uma mera lembrança. O chavismo já está no poder e entranhado nas instituições desde 1999, quando o militar aspirante a tiranete assumiu o poder pelo voto. Falecido em 2013, foi substituído por Maduro em uma eleição controversa em 2013. Desde que assumiram o poder, os bolivarianos fizeram tudo o que estava ao alcance para criar uma narrativa golpista, para criminalizar o contraditório e destroçar a dignidade dos venezuelanos - talvez seguindo a risca algumas das evidências apontadas por Hannah Arendt no livro "As origens do totalitarismo". O momento agora é crucial: ou os venezuelanos apostam tudo (incluindo a vida) ou dão adeus aos seus sonhos de liberdade. 

Sempre lembro aos leitores: estamos passando por este calvário de crise econômica e política, mas temos a tranquilidade de termos nos livrado de um regime socialista antes que fosse muito tarde. Sim, não podemos ser ingênuos de acreditar que quem simpatizava com Maduro e financiava o tirano com os recursos do contribuinte brasileiro não iria aplicar aqui as mesmas fórmulas. O problema é que o câncer pode se manifestar novamente, de formas ainda mais agressivas que nas antigas ocorrências. Cuidemos para manter PT, PSOL, Rede e PCdoB longe de qualquer cargo que possa conferir algum poder aos carniceiros em potencial, seja DCEs, presidências de sindicatos, associações de bairro, de igrejas, organizações sociais e qualquer outra sociedade civil ou cargo público eletivo. São tiranos, cuja primeira intenção é cortar a garganta de quem pede liberdade. Força aos venezuelanos para retomarem sua voz. Força aos brasileiros para não permitirem que a ameaça fantasma ressurja. 



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