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A morte do Uber: empresários e empreendedores brasileiros vão levar a pior enquanto continuarem a prestar tributos a esquerda


O Uber pode ser extinto graças a um truque do deputado federal Carlos Zarattini. Não só eles, como também a Cabify, Easy Taxis e 99. Ao colocarem a prestação de transporte como serviço público, os deputados optaram por estabelecer uma espécie de licença mutante para os aplicativos. Como na prática se tornaram táxis, os modelos de negócio não terão como sobreviver. Notem: Zarattini e seus cúmplices não estão interessados em melhoras o transporte ou em estabelecer uma concorrência desleal de que tanto falam. Tanto que ao invés de flexibilizar a regulamentação, os tiranetes optaram por igualar a miséria de quem presta serviço por ambos.

Daí entra em pauta o papel das próprias empresas na questão. Perguntar não ofende: o que fizeram contra esta lei? Vamos ficar só no exemplo do Uber, que será o mais atingido. Vou citar aqui o relato do empresário Paulo Figueiredo. Neto do presidente João Batista Figueiredo e sócio de Donald Trump, Paulo tem experiência tanto na política quanto nos negócios. Isso fica claro neste seu texto:

Aqui nos EUA, o Uber anuncia em programas de rádios conservadores como Dennis Prager Show o tempo inteiro. Ontem enquanto eu dirigia, ouvia o próprio Prager fazendo um dos seus famosos "merchãs" do aplicativo. Faz sentido a empresa que depende da liberdade para existir dar dinheiro a quem defende a liberdade.
No Brasil, uma vez propus que um amigo meu que era alto diretor do Uber à época desse uma entrevista para um conhecido Podcast com viés liberal-conservador. Meu amigo topou, mas o "corporativo" da empresa vetou a entrevista - pasmem - com a alegação de que não queriam vincular a empresa à "direita radical".Pedi dinheiro para um Think Tank liberal e torceram o nariz dizendo que não era a política da empresa. Nunca apoiaram nenhum dos seus defensores. Fizeram ZERO de articulação política com os poucos parlamentares de direita do Brasil. Não incentivaram (pelo contrário) a união de seus motoristas de forma alguma. Depois quiseram "negociar" com o governo e com os mesmos deputados de merda uma tal de uma "regulamentação" do serviço - em geral para prejudicar seus concorrentes.
Resultado? Uma Uber tomada no c*. Querem saber? Bem feito e posso dizer com satisfação: eu avisei. Uma aula para todos os empresários isentões.
Sim, Paulo está correto. Isso vai desde as bases (os motoristas) até o topo (os executivos). Um amigo ativista de Salvador sugeriu apoiar o movimento dos motoristas de Uber contra as investidas dos sindicatos de taxistas locais (que assim como toda parte, gozam de grande influência entre vereadores e deputados estaduais). O amigo sugeriu uma carreata ou um ato em conjunto. Mas vejam só: os representantes dos motoristas do Uber queriam que o movimento custeasse as despesas com gasolina. Realmente espantoso: os maiores beneficiados com o protesto não queriam colocar a mão no bolso. A classe de motoristas de Uber parece meio perdida.

Agora vamos aos executivos. O Uber viu algumas mobilizações e petições realizadas pelo MBL, Instituto Liberal de São Paulo, Mises Brasil e Estudantes pela Liberdade. Sabem como a empresa retribuiu? Com um silêncio constrangedor. Ao invés de apoiarem veículos e entidades que apoiavam a liberdade econômica, os executivos da Uber se rebaixaram em uma carta aberta implorando a piedade do então prefeito Fernando Haddad em carta aberta no Estadão. Segue um dos trechos mais constrangedores da declaração (clique na imagem para ampliar).


Durante todo tempo, o Uber adotou o seguinte padrão: ou se recusam a apoiar grupos políticos que promovem a liberdade que precisam para atuarem em seus negócios, ou tentam comer as migalhas de condescendência que a extrema-esquerda dispensa. Preferem a beautiful people, como Catraca Livre, Huffington Post, PSOL, PT...Depois estes mesmos cravam uma faca em suas gargantas. Em nenhum momento desta jornada, a Uber pensou em patrocinar sites e blogs conservadores, em doar para os movimentos democráticos ou em atuar de maneira política. Preferiram o ar blasé do corporativismo enquanto puxavam saco de progressistas. Deu no que deu. Mesmo agora a Uber se recusa a se comportar de forma adulta, deixando que cidadãos comuns se desgastem para garantir uma legislação democrática que permita o exercício de seus negócios. 

Outro caso notável é a Taurus. Apesar de produzir armamentos, a empresa faz doações para parlamentares como Maria do Rosário - notória defensora do desarmamento civil. É o retrato do empresariado acovardado. O Uber respira por aparelhos, junto com a liberdade de trabalho das milhares de famílias que dependem destes aplicativos. Será que agora estes senhores tomarão vergonha?

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