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A impotência do Itamaraty diante da carnificina de Maduro


A repressão bolivariana em números após o início da mais recente onda de protestos contra o ditador Nícolas Maduro e seu autogolpe: 1.289 cidadãos foram foram detidos, enquanto 65 estão oficialmente privadas de liberdade. Cerca de 450 pessoas ficaram feridas, enquanto 26 perderam a vida nas últimas três semanas. 

Do outro lado da fronteira, o governo brasileiro encara o problema de forma tímida. Apesar de apoiar as condenações públicas lideradas pelo presidente argentino Maurício Macri, nossa diplomacia tem se comportado de maneira comedida em um contexto onde a discrição é completamente dispensável. 

O que se passa na Venezuela é o caos, é a institucionalização da barbárie. É a política do terror. Não é possível que o Brasil não endureça o discurso contra os desvarios fascistas de Maduro. Não é razoável que se trate o inferno venezuelano como mera polarização de idéias. Polarização é o que temos aqui, com certa manutenção da ordem democrática. O que ocorre na Venezuela é a consolidação de uma tirania, diante da qual o Brasil deve atuar de maneira mais afirmativa. O Peru já agiu logo na sequencia do golpe bolivariano: cortou as relações diplomáticas com Caracas. 

Até agora não vimos nenhuma declaração mais assertiva por parte do ministro das Relações Exteriores. Aloysio Nunes parece mais uma figura decorativa, alçado ao ministério apenas para preencher a cadeira e a lista oficial. Não é por aí, ministro. Seu cargo exige uma postura ativa, forte, arrojada. Exatamente o contrário desta timidez covarde.

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