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Um ano após o Bessias, a extrema-esquerda volta a pregar seus estelionatos


Foram dias tumultuados. Logo após o Brasil sediar a maior manifestação democrática de sua história (cerca de 2 milhões apenas na Avenida Paulista), boatos vindos de Brasília se concretizaram: para salvar Lula das mãos de Sérgio Moro, a então presidente Dilma Rousseff nomeou o ex-presidente Lula para o Ministério da Casa Civil. Para isso, mandou Jaques Wagner para casa. A infâmia parecia ter chegado ao auge. 

O que se viu naquele dia foi uma indignação muito maior do que a recente soltura e admissão do goleiro assassino Bruno pelo Boa Esporte Clube. A indignação foi maior até do que aquela vista no dia em que Lula chamou a si próprio de jararaca após ser levado para depor por meio de condução coercitiva. De maneira clara, Dilma queria transformar o estado brasileiro em carro de fuga para o maior criminoso de nossa história. 

Publicamente, a extrema-esquerda escarneceu do povo. O deputado federal José Guimarães (aquele dos dólares na cueca), chegou a declarar que não havia que se discutir moralidade neste caso. "A presidente Dilma nomeia quem ela quiser". Colunistas e blogueiros de esquerda também celebraram a rasteira na justiça. Do outro lado, os bovinos e os dissimulados alegaram que era uma tentativa de "salvar o governo por meio da experiência política de Lula". Mentira deslavada: era de Lula a mão que manietava o fantoche búlgaro que saudou a mandioca. Ele apenas tornou isso público. 

A manobra não era uma simples fuga, mas também uma aposta arriscada para ver onde iria a dignidade do povo. Os sociopatas calcularam que só havia duas possibilidades: os brasileiros poderiam desacreditar a justiça e perder a fé na mobilização democrática, abandonando a adesão ao impeachment por falta de esperanças, ou poderiam se sentir indignados e acabarem com o circo. 

Sim, inicialmente houve grande indignação. Aqueles poucos que eram favoráveis a soluções truculentas para retirar Dilma da presidência regozijaram. "Eu avisei", disseram. Já outros (que não comungavam dessas teses), passaram a considerar a hipótese. Provavelmente o que mudou o cenário de degradação da esperança foi a divulgação dos pornográficos áudios de Lula. Foi quando a esperança renasceu. O brasileiro viu que não poderia arregar para aquele homem asqueroso. 

O povo ouviu "a alma mais honesta do Brasil" rindo de pobres com Eduardo Paes, ofendendo feministas petistas com a história do grelo duro, ofendendo sua colaboradora Clara Ant tratando estupro como "presente de Deus", dando ordens ao Mino Carta sobre uma narrativa fraudulenta que seria publicada na infame Carta Capital e atacando a Justiça. De Dilma, ouvimos orientações expressas para obstrução da Justiça. Foi quando ela disse que enviaria "o Bessias com o papel". O show de horrores não só revirou estômagos, como também virou o país ao avesso. Espontaneamente, milhares ocuparam a Avenida Paulista e outras vias importantes do país para expressar sua repulsa ao petismo. Em todos os cantos, só se ouvia "Fora Lula", "Fora Dilma" e "o condescendente "Renuncia". O resto é história. 

Depois de um ano, a lembrança destes eventos históricos ajuda a cristalizar a constatação de que a disputa com o PT e linhas auxiliares não é um debate público com adversários no campo democrático, mas sim uma luta diária de vida ou morte com perigosos sociopatas. Naqueles dias, Dilma vociferou entre dentes que Sérgio Moro deveria ir para a cadeia por conta da divulgação dos áudios. Hoje, ela e seus lacaios fingem se importar com a corrupção sempre que algum governista é apanhado de calças curtas pela Operação Lava Jato. Também vimos essa gente parar o país no dia de ontem contra a reforma da previdência. Assim como fizeram desde o impeachment até o final do ano de 2016, incendiando automóveis, depredando patrimônio público e privado e espalhando o terror por meio da violência gratuita. 

Hoje em dia, há ingênuos até dentro da Direita afirmando que se trata de uma única cleptocracia. Não poderiam estar mais errados. Nossos corruptos raiz, como Paulo Maluf, Eduardo Cunha e ao que tudo indica, o próprio Aécio Neves, apenas queriam ganhar uns trocados. Aquela gente que se aliou com ditadores carniceiros e que usou dinheiro do trabalhador para fomentar a agenda do Foro de São Paulo é muito mais nefasta. Ontem mesmo colocaram o bloco na rua, fingindo uma preocupação com trabalhadores que simplesmente desconhecem. Outros instrumentalizam a ética contra seus inimigos, em atos fascistas de relativismo moral. Fica claro com quem estamos lidando. É gente da pior espécie. Felizmente, a história nos mostra que podemos derrotá-los. 


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