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Temer quer estrangular a livre concorrência para favorecer produtores brasileiros em detrimento do consumidor

Imagem: Epic Play

Notícia do Olhar Digital:

Depois de Netflix e Spotify, governo pode cobrar novo imposto sobre games
LUCAS CARVALHO

Passou despercebido por muitos brasileiros, mas o governo federal pode estar prestes a criar um novo imposto sobre jogos eletrônicos. Termina na próxima semana uma consulta pública que pode deixar a Agência Nacional de Cinema (Ancine) encarregada de regulamentar a indústria de games no Brasil.
Se isso acontecer, as empresas do setor serão obrigadas a pagar também a Contribuição para Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica (Condecine), taxa cobrada pelo governo de toda enpresa regulamentada pela Ancine. Aos olhos da agência, games também podem ser cobrados como o cinema porque se trata de uma mídia audiovisual.
Hoje, emissoras e operadoras de TV já pagam o Condecine por todo filme e série estrangeiros e nacionais exibidos no Brasil. Essa é a mesma taxa que o governo pensa em aplicar também à Netflix e outros serviços de streaming.

Olha a maravilhosa obra do governo Michel Temer, estrangulando a concorrência para favorecer a gloriosa indústria nacional! O problema nesta discussão é justamente o fato de que Temer só favorece as indústrias, já que suas ações colocam um cabresto nos brasileiros. 

No caso dos games, nossa indústria é pequena, experimentando uma certa ascensão nos últimos anos. Mas chegou onde está, até onde se sabe, favorecida pelo mesmo mercado que alguns de seus lobistas estão querendo garotear. O caso do Netflix é ainda mais escandaloso, já que os serviços de streaming como o Netflix popularizaram o consumo de produções de audiovisual pelos baixos preços praticados. O que o governo quer é favorecer os poucos produtores de games e serviços de streaming em detrimento do povo. 
Não há nenhuma razão política ou econômica moralmente aceitável para esta medida. O ato é de uma cegueira sem tamanho, uma ignorância que só pode ter paralelo no Paleolítico. Um senhor desta idade, com esta trajetória política, achar que vai "estimular" a indústria matando a livre concorrência e privando os consumidores brasileiros do avanço dos games e do audiovisual é de uma burrice paquidérmica. Será que o presidente recomendará que joguemos lixo no chão para aumentar as vagas nas equipes de limpeza urbana, ou que o brasileiro para que se exponha mais ao frio e chuva para estimular nossa indústria farmacêutica? O presidente parece tão disposto a repetir os passos de sua antecessora que daqui a pouco estará saudando a mandioca e estocando vento. 

Tenha vergonha, senhor presidente. Muito ajuda quem não atrapalha.

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