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Quem disse ao presidente do Boa EC que contratar Bruno seria uma boa ideia?


Algumas coisas chocam. Como a injustiça em ver um assassino psicopata sendo solto antes da conclusão de sua pena mesmo. Ou quando você vê pessoas tirando selfies, incluindo um excremento humano que teve a coragem de usar uma máscara de cachorro para se encontrar com seu ídolo carniceiro. Ou ainda, quando sabemos que um clube resolveu que era uma boa ideia contratar este sujeito. O mundo não é para os fracos de estômago. 

Tenho quase certeza que o que pautou  a contratação de Bruno foi uma lógica rasteira de promover o clube por meio de uma polêmica. A diretoria deve ter apostado no quanto pior melhor, no "falem mal mas falem de mim". Ao contrário da querida Chapecoense quando ganhou o coração dos brasileiros pela tragédia que se abateu sobre um clube cheio de raça, a direção do BOA Esporte Clube quis promover o clube por meio de uma ode a barbárie. Poucas vezes alguém se deu tão mal assim. É que não existem tantos aspirantes a goleiro  assassino no Brasil a ponto dessa decisão gerar bons resultados ao clube.

Perderam patrocínios de empresas que não quiseram associar suas marcas ao deboche com a vida humana. É claro, certamente houve quem visse estes valores como coisa secundária, mas que se curvaram ao clamor da sociedade guiados pela lógica do mercado: certamente as pessoas não iriam mais consumir produtos dos patrocinadores do clube que contratou um assassino condenado. Seja como for, houve a debandada. Outro fator que ainda não foi aventado é a reação do elenco e equipe esportiva. Será que os jogadores e funcionários iriam aceitar de bom grado a convivência com o esquartejador do sítio, correndo o sério risco de serem associados ao absurdo? Se a cartolagem do BOA queria publicidade a qualquer custo, conseguiram.

Tão asqueroso quanto o ato de contratação foi a nota da direção, justificando a contratação com o argumento canalha de que estariam cumprindo a lei ao oferecer uma oportunidade de recuperação ao futebolista assassino. Tentaram ainda apelar para o estado democrático de direito alegando que o ato não era criminoso. Mas quem disse que a contratação é criminosa? O que foi dito é que foi imoral. Tão imoral quanto a nota relativizando o indefensável. Veja bem: Bruno não foi acusado de roubar um pote de manteiga ou de roubar a bolsa de uma velhinha. Ele foi condenado por sequestrar, torturar e esquartejar Elisa Samúdio, mãe de seu próprio filho. Como se não fosse suficiente, ainda negou aos familiares o direito de sepultarem a moça, se defendendo nos tribunais com os argumentos mais sórdidos que conseguiu conceber. Não é um ser humano, embora pareça com um. Bruno é pior do que qualquer animal, e quem com ele condescender é tão imundo quanto o próprio assassino. 

Novamente faço a pergunta: quem foi que afirmou que contratar Bruno seria uma "boa" para o clube? No hall da fama das péssimas ideias, isso consegue ser pior do que o padre dos balões. É uma ideia degradante que denuncia que seus autores não possuem discernimento algum, e que sua burrada sepultou qualquer chance que o clube tinha de conquistar torcida e apoio. Também é uma ideia que mostra que seus autores não possuem o mínimo de empatia, de humanidade. Nesta descida ladeira abaixo, não conseguiram encontrar vozes sensatas que os alertassem que aquilo era ao mesmo tempo imoral, nojento e suicida. Esqueceram que o Brasil de hoje anda cada vez mais irritado com a impunidade. Ainda pagarão muito caro por isso, já que o calvário do Boa EC será sucedido pela imolação em praça pública. 


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