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A extrema-esquerda colocou o bloco na rua de olho em 2018


Eles estão rugindo: os extremistas de vermelho saíram as ruas contra a reforma da previdência. Repudiaram nas principais cidades uma proposta bem semelhante ao que foi sugerido por Dilma Rousseff e Lula antes do impeachment se tornar um fato. Após transformarem a vida de milhões de trabalhadores em uma amostra grátis de inferno, se reuniram na Avenida Paulista em torno do Pai da Facção. 

A bem da verdade, a extrema-esquerda não se importa com o mérito da reforma da previdência. Ao contrário do que pensam os liberais e conservadores com seus argumentos técnicos, o que eles querem é apenas vender a ilusão de que é possível salvar o país sem sacrifícios. A máxima do "No Pain, No Gain" é ignorada em troca de miragens suaves como "a fraude do rombo da previdência". Parece terrível, mas as maioria das pessoas é mais suscetível a abraçar essas mentiras do que fazer algo sério e drástico no presente. 

Eles sabem disso. Estelionatários que são, irão investir nestas narrativas. Não pensem que a extrema-esquerda se importa com o colapso do sistema. Ninguém pode mais supor que eles se importem com coisa alguma após terem quebrado a economia de propósito com o objetivo único de vencer uma eleição. Aos brasileiros, eles prometem uma Suíça tropical através dos mesmos métodos que tornaram Cuba e Venezuela em infernos terrestres. É burrice? Não, cara pálida. Transformar um país em uma Suíça requer trabalho, planejamento, transparência, seriedade, investimento a longo prazo. Não se faz um país como aquele investindo em cabresto sindical, impostos estratosféricos e assistencialismo. Por outro lado, esses elementos socialistas descritos anteriormente são perfeitos para quem deseja conquistar o poder e estrangular a democracia. Considerando que uma democracia liberal é mais custosa em termos políticos que um engodo socialista, eles preferem a segunda opção. 

Fato é que a Direita parece atordoada, perdida em abstrações sebastianistas. Enquanto alguns só têm olhos para a Operação Lava Jato e para as ações do Ministério Público Federal, outros miram no que mais importa para a massa. A reforma da previdência pode ter mais peso político que a ética, visto que é fácil seduzir o trabalhador com o canto da sereia populista. "Estão tirando os seus direitos, querem acabar com sua aposentadoria". Enquanto alguns nivelam a política por baixo, sugerindo igualdade entre a corrupção casuística e o plano criminoso de poder do Partido dos Trabalhadores, a extrema-esquerda já se recompõe das surras tomadas em 2016 pensando em como poderá se recompor. Lula pode não ser preso (por alguma razão, o MPF não o prende). Caso aconteça, a jararaca se fortalece. Mas Lula é um rosto. A extrema-esquerda parece se mover em direção a Ciro Gomes, um eventual candidato a presidência com Fernando Haddad como vice. Seria terrível. 

O amigo Luciano Ayan fez alguns apontamentos que considero essenciais para a pauta das manifestações do dia 26, que me permito a copiar na íntegra. São eles: desaparelhamento estatal, privatização, derrubada da Lei Rouanet, diminuição da doutrinação escolar, maior transparência na gestão pública, desburocratização, reformas como revisão da lei trabalhista e a reforma da previdência, dentre outras reformas. E, é claro, dar apoio à Lava Jato, priorizando o combate aos coordenadores do maior esquema de corrupção do mundo (o PT). Insistir na tese do "Fora Todos" como mero pretexto de empoderar o MPF pode ser um grande tiro no pé. Olhem a extrema-esquerda, o que tem feito. "Mas eles causam transtorno ao trabalhador, e não conseguem adesão da maioria", dirá o inocente. Mas quem disse que é disso que se trata? O que importa é o que eles falam, e não o que eles fazem. Infelizmente, este é o mundo real.

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