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Parlamento europeu dá provas de autoritarismo ao fazer acusação bizarra contra Le Pen




Acuados pelo avanço de Marine Le Pen nas intenções de voto, os dirigentes da União Européia fizeram o impensável: resolveram acusar a nacionalista francesa de "incitação ao terrorismo", usando como argumento algumas postagens da candidata no Twitter onde ela denuncia o Estado Islâmico. Foi a justificativa encontrada pelo Parlamento Europeu para retirar a imunidade de Le Pen, que pode ser condenada a três anos de prisão com multa de setenta e cinco mil euros.

Não é a primeira vez que isso acontece na Europa. O holandês Geert Wilders foi condenado pelos crimes de insulto e incitação à discriminação racial. Ele havia sido denunciado por ter prometido diminuir o número de marroquinos a viver no país num comício em 2014.

Tanto com Geert quanto Le Pen, a lógica do absurdo prevalece. O establishment pretende calar quem o acusa usando práticas judiciais orwellianas. No caso de Le Pen, o golpe demorou a encaixar: ela havia sido acusada de pagar funcionários ligados a seu partido com recursos de seu gabinete, prática que sequer é crime (já que trabalhavam para ela).

Trata-se do mesmo roteiro de Donald Trump: um candidato ruim (ainda penso que o melhor seria Ted Cruz) passa a ser alvo de todo tipo de baixaria, perseguição e execração por parte da imprensa e do governo de ocasião. Obama humilhava Trump no governo, enquanto a mídia criava factoides diários contra ele. Descobriu-se depois que aqueles atos violentos em seus comícios não eram praticados pelos deplorables (como Hillary Clinton apelidou os seguidores de Trump), mas sim por infiltrados recrutados pelo Partido Democrata. O escândalo provocou a queda da presidente do partido, Debbie Schultz. Nas vésperas da posse, BuzzFeed e CNN inventam um falso dossiê russo que continha até a história de prostitutas contratadas para urinar na cama de hotel em que Obama havia passado uma noite. Foi o que promoveu Trump. Foi assim que o homem que passou quase toda a vida militando no Partido Democrata e doando dinheiro para o casal Clinton se tornou o maior nome da "onda conservadora". Ainda hoje, a esquerda americana se nega a reconhecer que foi ela quem o promoveu ao cargo de Presidente dos Estados Unidos. 

Com já foi escrito aqui, Le Pen não é nenhum doce. Teve uma criação fascista, e só teve essa recente ascensão porque abriu mão de algumas das lições políticas ensinadas pelo velho Jean-Marie Le Pen (seu pai nega o Holocausto, já declarou admiração por Hitler e desprezo por minorias étnicas). Le Pen só conseguiu chegar onde está porque moderou o radicalismo, o que não inspira muita confiança. Mas e quanto ao povo? O que faz o cidadão que vê uma postulante ser alvo de uma campanha tão suja? Se Marine Le Pen vencer as eleições francesas, ninguém poderá culpar "a onda conservadora" (ela não é conservadora, é nacionalista pró-Rússia). Culpem esta elite globalista parida nas cúpulas de Bruxelas. Ali foi chocado o ovo da serpente.

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