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Os crimes dos frigoríficos foram financiados com dinheiro público. A culpa é da intervenção estatal na economia


JBS e BR Foods enrolados com a Operação Carne Fraca, com registros que complicam membros importantes da classe política como Osmar Serraglio e Roberto Requião. Como se orgia entre políticos e empresários não fosse o suficiente, ainda praticavam crimes contra a saúde pública. 

Mas vamos lembrar: o que houve ali foi financiado com dinheiro público, mais precisamente com verbas gordas do BNDES. A tentativa de criação de players internacionais teve esta consequência bizarra. Fruto amargo do desenvolvimentismo. 

O que deve ser frisado é que o Estado tem um toque de Midas ao contrário: tudo o que toca vira lama. Os frutos da interferência pública no setor privado estão aí, não passam de estelionatos. Eike Batista e seu grupo OGX, o clã Odebrecht e demais construtoras, a Oi e suas operações fraudulentas, Brasken, Grupo Schahin e agora a BRF e JBS. Tudo o que cresceu no período de ouro do petismo era falso. 

Seria o mesmo se o mercado fosse aberto, livre e apenas fiscalizado de maneira técnica e responsável? Não. Quem quer incentivar o desenvolvimento econômico tem várias saídas, como o corte de impostos e de gastos públicos e a redução de regulamentações. Qualquer coisa diferente é burrice ou fraude. 

Por definição, o Estado não pode ser empresário. A história registra vários casos de relações espúrias de governos com conglomerados. Se há um meio efetivo de afundar um país, isto passa pela concessão estatal de monopólios. Exatamente o que houve no Brasil. Mas registro que não é erro, é método. Os mesmos grupos estão ligados ao governo, aparecem associados a propinodutos e conchavos. Alguns já dizem que depurar este processo implica necessariamente no desmantelamento de setores da economia. Errado. A responsabilidade pelas consequências deve ser creditada aos que se envolveram na corrupção. 

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