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O AI-5 de Maduro: Corte Bolivariana realiza sonho da extrema-esquerda e sepulta a moribunda democracia venezuelana


O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela inventou uma norma para usurpar o poder da Assembleia Nacional. O argumento para o golpe foi o entendimento dos bolivarianos de que o Congresso de maioria opositora "se colocou contra a Constituição". É a versão bolivariana do Ato Institucional Nº 5, que fechou o Congresso Brasileiro e cassou o mandato de todos os parlamentares brasileiros em 13 de Dezembro de 1968. De acordo com o TSJ, a corte decretou a oficialização da ditadura bolivariana. 

A Corte Bolivariana apelou para o golpe para favorecer o governo de Nicolás Maduro, autorizando o presidente a criar uma joint venture sem a autorização do legislativo. O presidente da Assembleia Nacional rejeitou a decisão e rasgou a ordem judicial. A Mesa de Unidad Democrática convocou o povo para as ruas, enquanto parte dos militares romperam com os comandantes afirmando que não aceitarão o golpe. 

Veremos agora a extrema-esquerda latino-americana mostrando sua verdadeira face, apoiando o AI-5 de Maduro, versão judicial daquele ato institucional que eles dizem repudiar. Quem é democrata repudia as duas guinadas ao autoritarismo, já que só tiranos podem se beneficiar de um estado de exceção. 

A extrema-esquerda latina sempre teve na Venezuela seu ideal de "democracia", validando todos os crimes praticados por Hugo Cháves e Nicolas Maduro. Desde narcotráfico, atentados e assassinatos de opositores, prisões políticas, massacre de manifestantes, formação de milícias, roubo de propriedades, prisão de empresários e corrupção generalizada (envolvendo até recursos públicos oriundos do contribuinte brasileiro). Nossa extrema-esquerda festejou tudo isso. 

Partido dos Trabalhadores, Partido Comunista do Brasil, Partido do Socialismo e Liberdade (liberdade só no nome) e até a Rede de Marina Silva (que tem notórios admiradores de Maduro como Randolfe Rodrigues e Alessandro Molón) devem lamentar profundamente não terem feito o mesmo por aqui. Sempre pregaram as soluções bolivarianas, sempre mentiram ao tratar os carniceiros aspirantes a ditadores de democratas. 

A postura altiva da oposição (que incluí de conservadores a social-democratas) combinada com o não que setores das Forças Armadas emitem ao decreto, certamente resultará em violência e enfrentamento armado. Em se tratando dos militares, os caminhos se resumem ao motim ou ao expurgo. O comando das FFAA são completamente bolivarianos. O próprio Chavés era coronel do Exército, o que garante a lealdade do comando ao regime socialista. Já a população terá que encontrar forças e confiar em seus líderes, uma vez que está sujeita não só aos carrascos de farda como também aos milicianos ligados ao governo. Os líderes políticos terão que enfrentar de peito aberto um regime de psicopatas sem o apoio da ONU, que até hoje tergiversa em reconhecer o autoritarismo do regime. Com uma população previamente desarmada pelos bolivarianos, é claro. Serão tempos difíceis para nossos vizinhos. Como diz o Luciano Ayan, o socialismo deu certo na Venezuela. Suas principais metas foram cumpridas: miséria generalizada, desmonte das instituições, cerceamento da imprensa e morte da democracia. Felizmente para nós brasileiros, os partidários de Maduro foram escorraçados do poder antes que desferissem um golpe de misericórdia em nossa nação. 

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