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Jeronimo e Holiday procuraram a justiça para esclarecer acusações. Diferente daqueles que gritam "golpe"


Há um princípio muito elementar na política: quem não tem o que esconder, deposita sua confiança na Justiça. Quem tem ciência de que praticou crimes, prefere falar em perseguição. Cito o exemplo porque no dia 22 a Receita Federal concluiu uma investigação contra o deputado federal Jeronimo Georgen (PP-RS), declarando não ter encontrado nenhuma ilegalidade cometida por parte do deputado. Detalhe importante: quem pediu a quebra dos sigilos fiscais e telefônicos foi o próprio parlamentar gaúcho, após ter seu nome supostamente citado em delação pelo doleiro Alberto Yousseff. A mídia deu grande destaque ao caso na época, principalmente por conta do choro público do deputado. Pode-se dizer que saiu maior do episódio. Na prática, ganhou um selo de idoneidade da Receita Federal. 

Ainda ontem comentei aqui sobre o Fernando Holiday, que também procurou o Ministério Público e Polícia Federal após ser acusado de caixa dois de R$ 4 mil por uma por uma jornalista do BuzzFeed. Embora o valor e a acusação tenham um aspecto ridículo, o melhor remédio é remédio é procurar a Justiça. O que é muito diferente da estratégia adotada pelo Partido dos Trabalhadores, principalmente por Lula e Dilma Rousseff. Ambos já foram até nas Organizações das Nações Unidas acusar a Justiça brasileira de praticar perseguição e acusar as instituições (inclusive o STF majoritariamente indicado por ambos) de golpistas. O mesmo deputado Jeronimo Georgen aproveitou sua "absolvição" para desafiar Lula a fazer o mesmo que ele, colocando seus sigilos a disposição da Justiça. 

Francamente, é uma suposição um tanto óbvia. Da última vez que alguém quebrou o sigilo telefônico de Lula, encontraram ele conspirando com Dilma para obstruir a Justiça. Também se ouviu ali revelações pouco lisonjeiras contra autoridades, instruções de como Mino Carta deveria conduzir seu editorial e até uma conversa pouco edificante entre uma nora de Lula e seu suposto amante sobre como Dona Marisa lotava o Sítio de Atibaia com suas tralhas. Sobrou até para as feministas petistas e para os peões que protestavam a favor de Lula do lado de fora (aqueles que ele não queria abraçar). A situação de Lula e Dilma não é mesmo fácil. O menos doloroso para quem tem ciência dos crimes cometidos é continuar gritando golpe. 

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