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Holiday fez exatamente o que se espera de um homem público ao solicitar que MP e PF verifiquem as contas de sua campanha


Dias atrás, a jornalista do BuzzFeed Tatiana Farah usou seu espaço para fazer uma grave acusação: segundo ela, o coordenador do Movimento Brasil Livre Fernando Holiday teria praticado caixa dois em sua campanha para vereador no ano passado. Com um calhamaço de documentos aleatórios, informações imprecisas e com certo veneno, a moça garantiu o banquete de gente como Gilberto Dimenstein, Helen Braun, Fabio Pannunzzio e outras figuras de igual estatura moral que habitam a mídia brasileira. Não só destes, mas também daqueles que ousam se apresentar como militantes políticos, como Pragmatismo Político, Esquerda Diário, Diário do Centro do Mundo e Brasil 247. Em um ato de completa selvageria, até figuras que se querem como de direita se submeteram ao papel de peões da extrema-esquerda. 

Logo no dia 15 de Março, Holiday esteve no Ministério Público apresentando um pedido de investigação contra a própria campanha. Segundo o próprio, ninguém mais do que a Justiça poderia atestar a licitude de sua campanha. Ele também anunciou que processaria os que o difamaram. Hoje, o Ministério Público aceitou a solicitação do vereador, e vai apurar os dados de sua campanha. A investigação será conduzida pela Polícia Federal. 


Holiday agiu corretamente. O que se espera de homens públicos é exatamente isso: se acusados do que quer que seja, que se submetam a justiça. Mas não só isso: uma vez que for comprovado a fraude dos acusadores, a mesma justiça deve punir os autores da calúnias. Recentemente, o senador Ronaldo Caiado ganhou um processo contra o jornalista Fernando Morais por motivos semelhantes. Em um livro lançado em 2005, o escritor bolivariano havia acusado o senador de ter um plano para esterilizar mulheres nordestinas por meio de um veneno que seria diluído na água potável caso fosse vitorioso no pleito presidencial de 1989. O caluniador queria retratar Caiado como alguém que odeia nordestinos, logo ele, casado com uma baiana. Em sua sentença, o Supremo Tribunal de Justiça condenou Fernando Morais a pagar R$ 250 mil ao senador. A mentira custou caro. 

Em se tratando de política, não há que se condescender com essas agressões. O deputado federal Jair Bolsonaro que o diga. Em que se pese certas bandeiras controversas e ideias equivocadas, é um dos sujeitos mais vilipendiados da política nacional. Qualquer um acha que é fácil caluniar o parlamentar, já que o próprio não revida os ataques na justiça. Só para citar um dos casos, houve o escândalo da falsa agressão racista contra Preta Gil. Claramente houve uma manipulação do vídeo, de modo que a própria produtora alegou não ter mais as mídias originais quando questionada pelo Ministério Público. Bolsonaro foi absolvido da acusação mentirosa, mas ainda hoje há quem o chame de racista por isso. Caiado, por outro lado, já não é chamado de preconceituoso pela calúnia de Morais. Por pior que pareça, respeito as vezes não se pede, se conquista. No caso de Holiday, a retaliação veio em tempo recorde. Ou é isso, ou é a morte política por inação. 

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