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Dilma quer salvar Temer para livrar a própria cara



Os advogados de Dilma Rousseff querem o ministro Eliseu Padilha e o ex-assessor José Yunes como testemunhas no processo em que é ré no Tribunal Superior Eleitoral. Motivo? Ambos estão enrolados em uma história mal contada sobre um pacote, em que Yunes alega ter sido usado como mula. Ciente de que ambos estão comprometidos, Dilma e sua defesa querem os suspeitíssimos senhores no TSE asseverando a idoneidade de sua campanha.

Contraditório? Não. 

A manobra de Dilma consiste no seguinte: se sou culpada, meu vice também é. Logo não há possibilidade alguma dos ministros que chamo de golpista testemunharem contra mim. Dilma 

Reparem: Dilma e Lula recrutam suas testemunhas entre os suspeitos de corrupção em vários governos. A relação de testemunhas parece mais uma reedição de Esquadrão Suicida do que um grupo capaz de isentar os petistas. A lógica é clara: se Dilma e os petistas querem mesmo o "Fora Temer", deveriam dizer a verdade sobre as eleições de 2014 (se as pessoas souberem, ficarão enojadas). Mas não, ela se mobiliza cada vez mais para poupar o atual presidente. 

Claro. Dilma quer livrar a própria cara. 

Os motivos são vários. A presidente cassada não quer complicar sua situação na justiça, o que pode colocar um termo forçado em sua liberdade. Também não quer perder seus direitos políticos. Mantendo Temer onde está, Dilma mantém suas possibilidades para 2018. Ah, não esperem que ela se candidate ao senado ou ao governo do Rio Grande do Sul. O mais certo é que se candidate a Câmara, o caminho mais fácil para um foro privilegiado de quatro anos. 

Para Dilma, chamar gente de reputação tão ilibada quanto Padilha e Yunes para depor a seu favor também ajuda na possível consolidação da impunidade. Convocando essa gente toda, ela atrasa o processo. Se conseguir chegar até o fim do ano, é provável que o TSE desista de cassar o mandato de Temer. Daí ela não terá mais com o que se preocupar (por hora). 

Como sempre é dito aqui, as dificuldades de Dilma são restritas ao uso da língua na forma culta. Quando se trata de maquinações, golpes, conchavos e conspirações criminosas, a assaltante de bancos é extremamente hábil.


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