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Blogueiro petista acusa PF e MPF de trabalharem pela "quebra dos grandes frigoríficos brasileiros"



Escreve Rovai:
Evidente que ninguém quer comer carne estragada ou produzida sob condições questionáveis. Mas a operação da PF de hoje que coloca os maiores frigoríficos brasileiros, que são também os maiores do mundo, em xeque pode ter consequência tão grave para a economia do país quanto a que afundou a Petrobras e permitiu a uma quadrilha entregar o Pré-Sal.
A disputa por esse mercado de carnes é tão selvagem quanto o de petróleo. Não há santos nele. E tanto a selvagem relação das empresas com os seus empregados, quanto a forma que se dá a disputa entre elas é algo que não permite ingenuidade.
Por este motivo, não se pode deixar de imaginar que a ação da PF não tenha como força motriz apenas o interesse público. Há outras empresas que irão ganhar uma fatia razoável do mercado da JBS, BR Foods e Seara com todo esse escândalo da operação de hoje, que, se responsável, teria de ser feita resguardando um nível mínimo de sigilo.
Quando a Volkswagen falsificou resultados de emissões de poluentes em motores a diesel na Europa e nos EUA, o governo de Angela Merkel correu para defender a empresa e separar o seu patrimônio do crime dos executivos. Exatamente o contrário do que foi feito no Brasil no caso da Petrobras, quando quem pagou foi a empresa, que perdeu valor de mercado e produziu um golpe de Estado para que o Pré-Sal, que era por ela controlado, fosse oferecido numa bandeja de prata para os seus concorrentes.
O risco que venha a acontecer o mesmo com os frigoríficos nacionais é imenso. E não parece acaso que apenas esses setores de sucesso sejam alvo de investigação. Os próximos dias dirão.
Não vou repetir a reação de alguns que acusaram Rovai de demente ou o que quer que seja. O cálculo de Rovai é político e estratégico. Manter setores do mercado como feudo nas mãos de grandes corporações é a bula fascista para reger o Estado. Não por acaso, a IG Farben foi a menina dos olhos do nacional-socialismo na Alemanha. 

Desde que o petismo tomou o poder, passou a governar aliado com os interesses de grandes empresários. O petismo se escorava neles, garantindo nacos do mercado e da carne dos próprios brasileiros. Desde estádios superfaturados que se transformaram em elefantes brancos até a carne podre na mesa do trabalhador, tudo resultava em dinheiro para o plano criminoso de poder. 

Rovai é asqueroso, imoral e leviano. Por mais que diga o contrário, o que ele pretende é que essas empresas corruptas continuem atuando. As mesmas que vendiam alimento podre, que colocaram em risco a saúde pública. Se o setor frigorífico quebrar, não será por culpa da justiça. Será responsabilidade completa desses criminosos de colarinho branco. 

Não há dúvidas: a premissa levantada por Rovai revela a essência fascista por trás de quem quer manter o ambiente tranquilo e favorável para os monopólios graúdos que financiavam a escalada autoritária do petismo. Lembrem-se das falas pornográficas do ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão, para quem a corrupção "é a graxa do desenvolvimento". O que ele quis dizer é que a corrupção é a graxa do maquinário petista. 

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