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Barroso quer a lista fechada para 2018: agora ficou sério


Quem ainda não está devidamente preocupado com o futuro da democracia brasileira deveria repensar sua postura. A proposta de lista fechada defendida pelo relator da reforma política na Câmara dos Deputados Vicente Cândido (PT-SP), acabam de receber um apoio de peso: o ministro Luis Roberto Barroso. Detalhe: ele quer a lista fechada já para as eleições de 2018. Considerando que o presidente da Câmara Rodrigo Maia também defende a proposta, estamos em um beco quase sem saída. 

Isso é grave. Barroso é justamente o autor da tese que conseguiu jogar na ilegalidade as doações eleitorais privadas. O problema disso é que longe de resolver o problema da corrupção, acaba por tornar o processo político ainda mais caro e mais difícil de ser renovado. A consequência acaba sendo justamente a proposta da lista fechada agora defendida por Barroso. 

Na época em que sua tese foi apreciada, muitos ingênuos concordaram com o absurdo de criminalizar as doações privadas. Esqueceram que o problema não é a doação, mas sim o crime de propina. Para isso já existe o Ministério Público, o Tribunal Superior Eleitoral e a Polícia Federal. Preferiram a via bolivariana de financiamento público. E agora, caímos nessa cilada. 

Quem irá financiar o processo? É justo e moral obrigar o cidadão a financiar todos os partidos políticos? É democrático estabelecer uma lista fechada? Sabemos as respostas. Sabemos também que esta proposta antidemocrática servirá muito bem para aqueles parlamentares envolvidos em escândalos, principalmente na Operação Lava Jato. Eles dificilmente serão eleitos pelo voto direto, mas poderão se esconder nessas listas elaboradas pelo partido. Os defensores da proposta sabem muito bem disso, tanto quanto nós. 

O problema aqui não é nem se Barroso prefere ou não. O problema é que estamos falando de um militante de extrema-esquerda com sanha legisladora, que por várias vezes usurpou atribuições da Câmara em prol de interesses ideológicos. Como será que ele irá se comportar ao longo do processo, só o tempo dirá. O que sabemos desde já, é que a democracia está por um fio. 

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