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Ao contrário de Dilma, a presidente da Coreia do Sul manteve certa dignidade ao longo do processo de impeachment






Finalmente foi definido o destino da presidente da Coreia do Sul, Park Geun-Hye. A Justiça definiu o impeachment da presidente acusada de associação criminosa com uma seita secreta (o "Culto das Oito Deusas") e favorecimento de corporações em troca de propina. Para complicar a situação da presidente, o país enfrenta recessão e desemprego. Como era de se esperar, partidários da presidente ocuparam as ruas de Seul para protestar contra a decisão. Falam até em golpe. 

Sim, Park foi a primeira mulher a ocupar o cargo, foi eleita de forma democrática pelo povo. Mas após uma dezena de medidas desastradas, foi flagrada em conchavos. O presidente interino Hwang Kyo-ahn rompeu com a presidente no auge dos escândalos, e pode ser afastado do governo pelas suspeitas que despertou após negar a autorização para que uma investigação especial apurasse os crimes de sua antecessora. No meio da confusão, o homem mais rico do país foi preso por pagar propinas ao grupo da presidente. Herdeiro da Samsumg, Lee Jae-yong terá de enfrentar o banco dos réus por suborno, perjúrio, malversação de fundos e ocultação de ativos no exterior.  

Como lembramos aqui, as semelhanças com Dilma Rousseff são gritantes. Mais coincidência que isso foi o fato de que Dilma usava o mesmo casaco quando Park visitou o Brasil em 2016. E para por aí, já que a presidente coreana se comportou com certa dignidade ao longo do processo. Ao invés de clamar por inocência e apelas para sua condição de mulher, Park enfrentou o processo de cabeça erguida. Chegou até a pedir desculpas ao povo por seus erros. Talvez porque não é uma sociopata como Dilma Rousseff, que se tornou uma espécie de monstro após ser acusada, vociferando e cuspindo na honra dos brasileiros quando se viu acuada. 

Outra diferença gritante são os valores. Park e sua camarilha ganhavam passagens aéreas, viagens e alguns poucos dólares. Dilma já estava na casa dos milhões, como relatou Marcelo Odebrecht. E o principal: a instabilidade causada por Park deve deixar o país em clima de apreensão, mas tudo indica que haverá continuidade democrática e recuperação. Com Dilma foi diferente, visto que ela chegou a conclamar aliados estrangeiros para retaliarem o Brasil, alquebrado pela descoberta do maior escândalo de corrupção da história do Ocidente (talvez o maior esquema criminoso da história mundial). Aqui não se trata de mero tráfico de influência, mas sim de um plano criminoso de poder. Olhando por este ângulo, vemos que Park Geun-Hye é quase uma noviça quando comparada a Dilma Rousseff. Seus crimes são tão diminutos diante da paquidérmica corrupção brasileira, que possivelmente ela seria absolvida nas cortes brasileiras. 

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