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A mídia resolveu atacar Trump porque sua assessora colocou os pés no sofá para tirar uma foto. Isso pode ser desastroso



Todos já devem ter visto a sanha da grande mídia contra Kellyane Conway, que praticou o gravíssimo pecado de apoiar os pés em um dos sofás da Casa Branca para fotografar os líderes de colégios e universidades negras que haviam se encontrado com o presidente Donald Trump no Salão Oval. Em um instante, os radicais que viam com candura as fotos de Barack Obama com os pés na mesa e engatinhando no chão enquanto brincavam com bebês, passaram a se comportar como avós mal-humoradas clamando a falta de decoro e etiqueta por parte da assessora presidencial. Na ABC, chegaram a falar que o Salão Oval era uma espécie de templo da democracia americana. Mas foi neste templo que Monica Lewinski fez sexo oral no presidente Bill Clinton, saindo de lá com um vestido sujo de esperma. Mas Bill gosta de balões, crianças e da paz mundial (ao menos na propagada). Ele está autorizado a fazer qualquer coisa. 

A mídia brasileira, já vivenciou escândalos e indiscrições presidenciais bem maiores por aqui (a foto de Itamar ao lado de Lilian Ramos sem calcinha no Carnaval ou Dilma atirando objetos em assessores devem ser piores do que apoiar os pés no sofá para tirar uma foto). Isso também não evitou um puritanismo de ocasião. De todas estas críticas, podemos muito bem falar em machismo seletivo. Sim, uma mulher de esquerda pode sentar de pernas abertas, aparecer em público com as roupas sujas de sangue menstrual, pode até transar com vários homens e usar entorpecentes de maneira pública enquanto seu marido está ocupado com os deveres políticos. Foi o que fez a esposa do então primeiro-ministro canadense Pierre Trudeau. Além de ter um caso com o senador americano Ted Kennedy e ter sido flagrada drogada e nua do lado de fora do quarto de Ron Wood (aquele mesmo, dos Rolling Stones), esta senhora chegou a usar drogas na residência oficial do primeiro-ministro. Ah, aquela lenda urbana sobre Justin Trudeau ser filho de Fidel Castro nasceu disso. Embora tudo não passe de teoria da conspiração (o primeiro-ministro progressista é a cara do pai), o argumento do hoax é fundamentado na agitada vida sexual da esposa do primeiro radical de esquerda que governou o Canada. 

De longe se vê a essência fascista que norteia qualquer posicionamento adotado pela extrema-esquerda. Para eles, não há debate político, mas sim oportunidades para tocaias e esfaqueamentos (sempre nas costas). Para atacar os adversários eles podem até mesmo renegar a própria esquerda e suas bandeiras históricas. E serão sempre os mais ardorosos amantes da lei, exigindo punições draconianas caso o adversário seja flagrado praticando qualquer crime (mesmo que seja jogar papel de bala no chão). João Doria virou alvo do consórcio golpista Folha/UOL e subalternos do Catraca Livre e HuffsPost Brasil por ter gravado um vídeo às 5 h da manhã no banco do carona sem usar o cinto de segurança. A tentativa de fritura só deu errado porque estes grupos estão exagerando tanto na caça ao prefeito que perderam a credibilidade com o público. 

Isso nos traz a outro ponto muito importante: quais podem ser as consequências deste fascismo militante nas redações? Podem virar motivo de chacota, fantasmas sem credibilidade ou ainda emporcalharem a atividade jornalística. Mais do que isso, abrem um precedente perigoso, principalmente em se tratando de Donald Trump. É preciso lembrar sempre que o homem não é o semideus descrito por seus apoiadores fanáticos e pelos trompistas brasileiros. Se tratando de alguém que exerce um cargo tão crucial para a civilização ocidental, seria necessário que fosse acompanhado e fiscalizado por uma imprensa meticulosa e profissional. Mas não, os principais veículos se tornaram simples inquisidores inescrupulosos. Quando Trump resolve de maneira completamente absurda vetar veículos de suas coletivas de imprensa como fez na semana passada, praticamente não há ninguém com moral para denunciar a arbitrariedade. Apelam então para republicanos e vejam só, para a “ultraconservadora” Fox News. Se Trump for mesmo o sociopata que eles alegam ser, deve estar muito grato por toda essa mesquinhez em forma de texto que se produz em toneladas contra ele. 

Naquela fábula de Pedro e o Lobo, o moleque perdeu a credibilidade justamente por mentir de maneira repetida para o povo. Foi ele, Pedro, o primeiro a ser tragado por sua irresponsabilidade. Não acredito que Trump seja uma ameaça, mas como conservador, não gostaria que alguém naquela posição tivesse salvo-conduto para fazer o que bem entendesse (como era o caso de Obama). Mas é justamente o que a imprensa canalha e venal propicia quando faz este tipo de jornalismo.

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