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A família está no poder desde o Império, mas Ciro usa o termo "playboy" para desqualificar Doria


Ciro Gomes concedeu uma ruidosa entrevista ao Huffington Post Brasil. Em meio ao festival de bravatas de sempre, aproveitou seu tempo para defender um projeto alternativo para a extrema-esquerda e atacar João Doria, a quem chamou de "playboy". Disse até que prefere "mil vezes" Jair Bolsonaro que "aquele enganador". 

Ciro é uma figura curiosa, já que é ao mesmo tempo inteligente, truculento, catimbero e completamente imprudente em suas apostas. O sujeito se arrisca, sempre jogando na base do tudo ou nada. 

Não dá para saber exatamente qual é a de Ciro: ele prefere ter Doria ou Bolsonaro como seus concorrentes em 2018? Será que a indicação em Jair sinaliza o medo de enfrentar Doria ou a crença de que há mais similitudes entre os projetos de cunho mais nacionalista dele e do ex-capitão? Isso não foi dito, apenas vociferado de maneira um tanto confusa. Mas não pensem que ele é confuso. Só é um apostador delinquente. 

Ciro é tão rasteiro que chega até a chamar Doria de playboy, mesmo sabendo mais do que ninguém, que sua família está na política desde o Império. A prefeitura de Sobral então é feudo da família desde 1890. Mas Doria é que seria um playboy, segundo Ciro. 

Ciro parece muito o Domingos, que ex-Santos e ex-Portuguesa. Completamente desleal, era protagonista das encenações mais bizarras nos jogos em que atuava. Quando não estava batendo nos adversários, estava se fingindo de vítima da forma mais canastra possível. Ciro é a mesma coisa. A única certeza que se tem sobre ele é que é um sujeito inteligente e sagaz, e que seu projeto é um dos piores possíveis para o Brasil.


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