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A extrema-esquerda não apoia o Bolivarianismo por achar que é democracia, mas por ter certeza do autoritarismo do regime


A extrema-esquerda brasileira agora finge estar cega, muda e surda sobre o golpe bolivariano na Venezuela. Não faz muito tempo que Luciana Genro virou meme por ter olhado extasiada para Nicolas Maduro. Estava acompanhada de Ivan Valente e do então psolista Randolfe Rodrigues (hoje na Rede de enganadores de Marina Silva). Nenhum deles emitiu qualquer condenação ao golpe. Pelo contrário, o PSOL chegou a apagar de seu site textos elogiosos ao regime bolivariano.

A presidente da União Nacional dos Estudantes Carina Vitral tem fotos com o carniceiro. Viajou as custas do contribuinte para a Venezuela para ser abraçada pelo aspirante a ditador das patas sujas do sangue de estudantes mortos em protestos contra o governo. O Partido dos Trabalhadores abriu as burras do contribuinte brasileiro para financiar Maduro, principalmente com a refinaria de Abreu e Lima. Ninguém dali se manifestou. A CUT, o Catraca Livre, o Quebrando o Tabu e outros tantos representantes da abjeta marcha rubra que clamava por um bolivarianismo tupiniquim, nenhum deles se manifestou contra. Nem Dilma Rousseff, que o chamava de amigo, nem Jandira Feghali, que chamava Maduro de camarada.

O senso comum diz que essa gente precisa ser "refutada", que estão se escondendo nas sarjetas onde habita por vergonha de terem sido coniventes com aquele regime autoritário. Outros insistem que são "ingênuos, burros e que não sabem o que realmente uma ditadura". Esse argumento surge em pauta principalmente no dia de hoje, que marca a deposição do presidente João Goulart pelos militares em 1964. Alguns até resgatam números de mortos pelo Regime Militar e pelo regime chavista para sustentar que os socialistas não sabem diferenciar uma ditadura de um governo militar apoiado pelo povo. Quem usa este tipo de argumento deveria ter vergonha de ser tão simplório.

Vamos partir de um exemplo prático: em 2005, Lula aproveitou a assinatura de um acordo entre Petrobras e PDVESA para elogiar o carrasco Hugo Chaves. Disse Lula:

"Eu não sei se a América Latina teve um presidente com as experiências democráticas colocadas em prática na Venezuela", disse Lula, ao comentar que ninguém poderia acusar a Venezuela de não ter democracia. "Poder-se-ia até dizer que tem em excesso".
Ainda dizem que Lula se equivocou. Não houve equivoco, mas sincericídio. Lula já declarou em entrevista que seus heróis eram o Aiatolá Khomeini, Adolf Hitler e Mao Zedong (procurem a entrevista para a Playboy). Alguém que segue estes indivíduos com sinceridade e verdade certamente odeia a democracia. Quando Lula viu que apesar da censura e perseguição, seu camarada ainda permitia que a oposição existisse formalmente e que participasse de eleições pro forma, achou que ali havia democracia até demais. Mais do que o necessário para os padrões de quem declarou em um palanque que pretendia "extirpar o DEM".

Não há ninguém que defenda o governo bolivariano sem ter ciência dos crimes praticados pelo chavismo. Todos sabem das filas, da escassez, da censura, das teorias de conspiração defendidas pelo ditador (como o mosquito-robô que os americanos inventaram para contaminar Chaves com câncer), das justificativas infantis para prender opositores, do eterno vitimismo de seus discursos. A miséria generalizada enquanto o governo controla quase todos os setores da economia (incluindo as enormes reservas de petróleo), tudo isso é de conhecimento público. Quem defende o bolivarianismo defende o regime justamente por conta do caráter autoritário de seu ideário. 

Não se enganem se por aqui os apoiadores de Maduro curtem ciclofaixa, se gostam de uber e Spotify, se gostam de Starbucks ou iPhone e Macbook. Com o avanço da tecnologia e democratização da internet, o mundo já viu o suficiente do socialismo para saber que essas ideias só servem para garroteamento de uma sociedade. É por isso que tantos tipos parasitários defendem Maduro e o legado de seu antecessor. Cháves conseguiu colocar cabresto no povo usando promessas de prosperidade e justiça social, enquanto se armou do relho para trazer a estrutura do Estado para junto de si. Maduro é o herdeiro disso, como um rebanho humano a sua disposição. Este é o sonho de Jean Wyllys, Jandira, Dilma, Lula, Carina Vitral, Luciana Genro, Randolfe Rodrigues e tantos outros. Uma sociedade escravizada. Hoje eles fingem não ver nada de errado na Venezuela que é para não assustar suas presas em potencial. Se o povo brasileiro tomar aquilo por alerta, jamais caíra nas armadilhas da extrema-esquerda brasileira. É bom lembrar que Cháves e Maduro chegaram ao poder por meio do voto pós-estelioanato eleitoral. Estelionato padrão que também é repetido por tipos como Ciro Gomes, Lula e Marina com vistas a 2018. 

Para não dizer que não falei das flores, vale lembrar que o golpe partiu da suprema corte de justiça do país. Consistiu no fechamento do Congresso por meio da usurpação das funções do Legislativo pelo Judiciário. Por aqui, volta e meia nossos magistrados atravessam a rua para afrontar os parlamentares em sua própria casa. Dentre os que se destacam nessas investidas estão Ricardo Lewandowski, Luiz Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber e Edison Fachin. Fux já declarou estar ciente das competências distintas de cada casa, mas que o papel do Judiciário no Brasil é avançar em questões que o Congresso recusa discutir. Barroso foi na mesma linha, afirmando que eles devem avançar nas pautas progressistas. Por enquanto, eles avançam em questões como aborto, casamento gay e drogas. Pode ser que um dia se cansem de usurpar competências e emitam um decreto extinguindo o Congresso, tal como fizeram seus colegas bolivarianos. Melhor não esperar para ver.

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