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A absolvição da Jovem Pan em processo movido por Haddad é antes de tudo uma vitória da democracia


Como se a derrota eleitoral não houvesse sido humilhante o suficiente, Fernando Haddad ainda teve que passar por uma fragorosa derrota nos tribunais. O petista tentou colar na rádio Jovem Pan a pecha de antidemocráticas por conta das perguntas incômodas que ouviu quando foi sabatinado pelos integrantes do Jornal da Manhã. A questão é que Haddad entrou no programa sob pressão, já que teria que confrontar Villa após ter brincado com a agenda oficial para trollar o historiador e comentarista. O caso é que Haddad estava com a popularidade em baixa, acuado tanto pela onda antipetista quanto pela ojeriza que seu mandato havia despertado nos paulistas. Após uma entrevista lamentável, quis escrever uma narrativa de que seu desempenho constrangedor foi culpa da emissora. Perdeu de novo, desta vez por 6x0. 



A absolvição da rádio Jovem Pan neste processo foi uma vitória da democracia contra o autoritarismo, já que o petista claramente exigiu ser tratado pela rádio da mesma forma com que era ovacionado pelo resto da grande mídia. Haddad nunca digeriu o fato de que aquela emissora não se perdia em salamaleques, e que seus profissionais não pensavam como a elite progressista da Vila Madalena. Ao invés de perderem tempo com playground de ricos, os jornalistas da rádio queriam tratar de assuntos sérios. Isso irritava Haddad. Ser criticado por Villa então era a morte, tanto que ele se sujeitou a fraudar a agenda oficial para induzir seu crítico ao erro. 

Agora que Haddad é passado como prefeito, fica apenas a memória do pior chefe do executivo da história da cidade. Haddad entra para a história pela porta dos fundos, como um sujeito medíocre, autoritário e de índole nefasta. A suprema humilhação de Haddad começou nas pesquisas que o mostravam fora do segundo turno, terminou com a derrota em primeiro turno para um liberal privatista e foi concluída ontem com a constrangedora derrota para a rádio Jovem Pan. O homem que mandava e desmandava, que chegou até a proibir de exibir as cores da bandeira em sua fachada foi reduzido a pó. Se Haddad tivesse o mínimo de dignidade, abandonaria a vida pública para se tornar eremita no deserto, onde não correria o risco de ser lembrado pela sua indigência moral.


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