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Erika Kokay, a petista delirante que deseja censurar peças publicitárias que "objetificam a mulher"




A deputada federal Erika Kokay teve uma brilhante ideia: um projeto de lei que pune os autores de peças publicitárias que "objetifiquem a mulher". Está no Estadão:

Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados prevê a proibição de publicidade que exponha ou estimule a agressão ou violência sexual contra as mulheres. O desrespeito às regras pode levar à multa que varia de R$ 5 mil a R$ 200 mil, além de suspensão da propaganda e advertência.
A proposta em análise foi enviada à Câmara em setembro do ano passado pela deputada federal Erika Kokay (PT-DF). "O papel da publicidade se mostra por vezes contraproducente ao perpetuar o machismo em nossa sociedade, atuando na direção contrária à igualdade de gênero", justifica a autora.
O texto cita como exemplo as propagandas de cerveja. "É rotineiro o emprego da imagem feminina na publicidade como objeto prontamente disponível para a satisfação dos desejos masculinos. Essa realidade é muito nítida no caso de propaganda de cervejas, comumente tido como um produto de interesse predominantemente masculino, mas por vezes se manifesta também na publicidade de muitos outros produtos, às vezes sutilmente e outras vezes nem tão sutilmente assim", argumenta.
As regras valem para qualquer meio de comunicação impresso, eletrônico ou audiovisual. De acordo com o texto, "os anúncios não poderão expor, divulgar ou estimular a violência sexual, o estupro e a violência contra a mulher". Está vedado ainda conteúdo vinculado à misoginia e ao sexismo.
A proposta será analisada pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, Defesa dos Direitos da Mulher, de Constituição e Justiça, e de Cidadania. 

Existe propaganda de mau gosto que pode ser considerada machista ou desrespeitosa a mulher? Sim. Mas também existem censores disfarçados de defensores dos Direitos Humanos, e extremistas disfarçados de humanistas. Erika Kokay é um exemplo. 

Não é o governo que deve censurar a publicidade. Isso é papel da sociedade, de forma espontânea. Quando alguma peça publicitária causa desconforto, o público se manifesta e os responsáveis se posicionam. Já sabemos que mesmo assim, é corriqueiro o patrulhamento ideológico por parte de grupelhos de extrema-esquerda contra qualquer coisa que não seja produzida de acordo com os cânones do fascismo cultural. Já comentamos aqui por algumas vezes que a intenção nunca é defender pessoas, mas sim promover a coerção ideológica. O que o projeto de Kokay pede é a oficialização de algumas demandas de grupelhos de justiceiros sociais. 

Bastou um clique sobre "Propagandas machistas" para identificar algumas que não tinham absolutamente nada que desrespeitasse a mulher. Como a marca de cosméticos Risqué, acusada de misoginia por lançar uma linha de esmaltes com o título "Homens que amamos". A absurda acusação foi de "hipervalorização do homem". Até mesmo a ONG Safernet foi acusada de machismo. Sabem o motivo? A organização que trabalha pela internet segura lançou uma campanha de conscientização dirigida as mulheres, onde alertava sobre os riscos de compartilhar fotos e videos íntimos. "Estão responsabilizando a mulher, machismo", vociferaram os justiceiros. Não, estavam pregando a prudência. Imaginem agora o que existiria caso houvesse uma lei em vigor semelhante ao projeto de censura de Erika Kokay? Certamente arrumariam algum meio de encaixar os produtores ali, com pesadas multas. 

Outra questão pertinente: para onde iria este dinheiro das multas? Reparem como estes estatistas sempre dão um jeito de aumentar as receitas do estado por meio de impostos, tributos e multas. Estão criando novos meios de tosquiar o cidadão, de proporcionar mais recursos para as elites corruptas que dirigem o Estado brasileiro. 

Resumindo: o projeto de Kokay é só uma mordaça publicitária que se aprovada, poderá demolir a liberdade de expressão. Aqui não é o caso de pedir que a deputada tome vergonha, já que uma petista não pode se render a esses devaneios burgueses. A questão é que seus colegas não podem aprovar este projeto fascista e retrógrado, que certamente irá amordaçar a publicidade. Quanto a deputada, fica uma observação: a liberdade de expressão é garantida por lei e por todas as convenções de Direitos Humanos. Diferente do peculato e desvios de recursos sindicais, prática criminosa da qual a parlamentar é acusada pela Procuradoria Geral da República.

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