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Colunista da Folha se diz surpresa com o apoio da Direita brasileira a Trump. Mas o mérito não é de Trump, e sim da imprensa



Colunista e jornalista da Folha, Raquel Landim publica um artigo no dia de hoje mostrando algumas considerações sobre a posição de parte da Direita brasileira com relação a Donald Trump. Escreve Raquel:

Ainda não consegui entender por que publicações nas redes sociais no Brasil contra as medidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocam uma reação tão apaixonada de parte dos internautas.
Qualquer análise, post ou tuíte sobre o tema é respondido com uma saraivada de comentários críticos e até raivosos, como certamente será o destino dessa coluna.
Na semana passada, escrevi que os americanos pobres acabarão pagando a conta do muro que Trump pretende construir na fronteira como o México —aliás, o que costuma acontecer com medidas protecionistas.
Os comentários dos leitores pró-Trump variavam de "desonestidade intelectual", "opinião enraizada no socialismo" a "jornalismo vendido para a esquerda".
E isso está muito longe de ser exclusividade desse espaço. Vêm ocorrendo em publicações dos mais diversos jornalistas, economistas ou qualquer um que se aventure sobre o tema.
Sem tentar cercear os leitores, que são livres para criticar o que e quem quiserem, e lembrando que a liberdade de expressão é um dos pilares da democracia, falta substância a esses comentários.
Os conceitos de direita e esquerda estão cada vez mais fluidos, mas defender uma agenda de direita na economia é apoiar o liberalismo. Significa ser a favor da meritocracia e do livre mercado e ser contra o protecionismo e o intervencionismo.
Os defensores de Trump hoje foram críticos ardentes da ex-presidente Dilma Rousseff pelo desastre que sua administração provocou na economia brasileira, ao tentar controlar preços, subsidiar setores e reduzir o lucro das empresas.
Nas suas primeiras semanas no cargo, a agenda de Trump é muito parecida com a de Dilma. Para cumprir suas promessas populistas, o mandatário americano vem ameaçando as empresas.
Qualquer transnacional americana que abrir mais uma fábrica em outro país está sujeita a uma reprimenda direta da mais alta autoridade dos EUA —algo impensável tempos atrás. Difícil ser mais intervencionista do que isso.
As promessas de Trump incluem ainda uma forte redução de carga tributária, o que realmente é uma agenda liberal, mas também falam em gastos bilionários em infraestrutura para aquecer o mercado, uma medida keynesiana.
Do ponto de vista estritamente econômico, alguém que era contra Dilma não pode ser a favor de Trump. Meu palpite é que o americano esteja encantando um público conservador no Brasil, não pela condução da economia, mas por sua política de imigração que desrespeita os direitos humanos. Nesse caso, isso não é ser de direita, é ser racista.
Em primeiro lugar, o fato da jornalista ter escrito um texto provocada apenas por comentários em redes sociais mostra que a moça sentiu o golpe. A reação dos internautas contra um veículo enviesado que costuma publicar narrativas falsas enquanto estupra a verdade é terrível para quem já não detêm o monopólio da informação. A reação de Raquel também mostra que eles ainda não se deram por vencidos, e que irão insistir em truques diversos para manter o império da farsa. 

Raquel diz se surpreender com a reação de conservadores e liberais que defendem um político com as pautas de Trump. De que a Direita é liberal e pró-mercado, e que por tanto deveriam repudiar as medidas de Trump. Alto lá. Trump não é um conservador, muito menos um liberal clássico. Tanto que por anos esteve nas fileiras do Partido Democrata. Nem a Direita é unânime com relação ao que quer que seja. Há desde os nacionalistas até os anarco-capitalistas, a fauna é muito diversa. Quanto aos seus atos contra os tratados de livre comércio, é bom contextualizar: o livre comércio nunca precisou de tratados e de organizações que esmaguem a soberania dos estados. Raquel Landim sabe disso. Aliás, como suposta especialista em comércio que diz que a Direita deve condenar de imediato as medidas de Trump, talvez não tenha lido o posicionamento do Instituto Mises sobre o assunto. Fica este artigo desmascarando algumas falácias dos que defendem super-estruturas globais como União Européia

Mas o maior estelionato retórico se dá ao final do texto, quando a jornalista fala que "o americano está encantando a direita não por sua condução da economia, mas por sua política de imigração que viola Direitos Humanos". Notem a sagacidade de Raquel ao falar que "isso é ser racista". Vamos encarar o fato de que desde o começo do texto, tudo o que a colunista queria era isso: sugerir que a Direita é racista. 

Para este embuste em forma de texto, Raquel apresenta uma direita imaginária é sugere o que esta direita ideal deveria defender. Depois ela fala da direita que temos. E depois diz que isso não é ser de direita, é ser racista. Não sabemos onde exatamente está escrito que para ser de Direita é necessário abrir as fronteiras de maneira desregrada, e permitir que toda a sorte de indivíduos entrem no país de maneira indiscriminada. Na Alemanha, a até então conservadora Angela Merkel abriu as fronteiras de forma desordenada obrigando os cidadãos daquele país a acolherem milhares de pessoas e a sustentarem o custo dessa empreitada. Fez caridade com o chapéu alheio. Como se não fosse suficiente, colocou até propagandas sugerindo que as mulheres alemãs deveria usar o hijab. Não ficou nisso: desde que Merkel tomou estas medidas, os alemães foram alvos de eventos como os estupros coletivos em Colônia, ataques com facas, apedrejamento de transexuais, atropelamento de multidões com caminhão e até agressões contra infiéis. Isso não é ser de Direita Raquel. Isso pode ter outras definições, como sadismo, masoquismo, sociopatia, esquizofrenia ou perversidade moral. Mas em nenhum momento, é ser de Direita. 

Falando de maneira mais pessoal, nem sempre fui de defender Donald Trump. Minha conduta pessoal me orienta sempre no sentido de só reverenciar políticos mortos, o que nos permite fazer um balanço de seus erros e acertos. No caso de Trump, ainda penso que ele não era o melhor nome dos Republicanos (Ted Cruz sempre foi o sujeito ideal). O que move este blogueiro e parte considerável da Direita a defenderem Trump não é o charme do homem laranja ou a beleza de seus cabelos, mas sim o fato dele ser vítima de uma imprensa venal, brutal e golpista. Desde que a campanha começou, ele tem sido vítima da seara de podridão em que a grande imprensa se tornou. 

No que se refere ao jornal em que Raquel trabalha, já relatamos vários momentos de mentiras paquidérmicas contra o presidente eleito dos Estados Unidos. Na campanha, a Folha ignorava os fatos para beber nas fontes da CNN, New York Times e outros veículos enviesados. O resultado foi que o jornal afundou junto com eles quando se descobriu que as pesquisas favoráveis a Hillary eram falsas. Das tantas notícias falsas, cito uma em que a Folha repercutiu um dossiê contra Trump dias após a descoberta de que o documento era falso. Ah, e porque não falar que o jornal não divulgou uma linha sequer sobre a descoberta de que os atos de violência nos comícios de Trump eram provocados por agitadores pagos pelos Democratas. A questão Raquel, não é Trump. No que depende deste blogueiro, ele não seria presidente. A questão é a verdade, algo que o seu jornal detesta. 
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