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Ao recusar imposição do véu, Le Pen tornou ainda mais constrangedora a covardia de Merkel e do governo feminista da Suécia



Falar de Marine Le Pen é uma questão complicada, já que se trata da filha de um fascista declarado, admirador de Adolf Hitler e notório revisionista do Holocausto. O velho Jean-Marie, que fundou o Front National não é o tipo que convidaríamos para jantar. Seu radicalismo ácido e revanchista chegou até a atrapalhar o partido, fato que motivou a filha e herdeira política a afastar o pai do partido por conta de reiteradas declarações racistas e antissemitas. Além de ser filha de uma figura tão repulsiva, Marine é declarada apoiadora de Vladimir Putin. Um conservador como eu tem sérias dificuldades em encontrar algo nobre neste partido e nesta família, já que eles elogiam grupos que se pautaram pela luta contra a democracia. Também haveria certa esquizofrenia de minha parte em simpatizar com este partido, já que há um viés racista plantado pelo fundador e que a filha não consegue se livrar. Apesar de Le Pen dizer que não comunga das crenças fascistas do pai, as reservas contra ela permanecem. Entendo que o melhor para a França seria a vitória do conservador François Fillon nas próximas eleições. Dito isso, devo me concentrar no episódio específico em que Marine Le Pen se recusou a usar um hijab para se encontrar com o grão-mufti do Líbano. 

O governo feminista da Suécia: valentes contra Trump, covardes com os aiatolás
Vejam só: a própria Le Pen lembra que se encontrou com uma das maiores autoridades do Islamismo no Egito, o imã Ahmed Al-Tayeb. E ele não solicitou que ela utilizasse o véu (provavelmente, ela sequer cogitou). Não faria mesmo sentido que se cobrisse para encontrar com o mufti do Líbano. 

Mas o principal não diz respeito ao protocolo, mas sim ao simbolismo do uso do hijab. Vejam que a liga feminista que governa a Suécia chegou a fazer uma foto patética para satirizar Donald Trump em uma de suas muitas assinaturas de decretos, com um grupo formado exclusivamente por mulheres. A coalização que enfrenta Trump ficou de cócoras para o Irã, com todas cobertas como escravas em um encontro com o presidente Hassan Rohani. Um servilismo traíra, vergonhoso e imoral. Como Angela Merkel, aquela senhora irresponsável que tenta empurrar a Alemanha para o abismo do politicamente correto. Angela também foi mulher de peito para "ensinar Trump sobre o conteúdo da Convenção de Genebra, mas não foi capaz de ensinar o presidente da Nigéria sobre a Resolução 34/180 de 1979, a convenção da ONU sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher. Merkel ficou calada observando o líder africano falando que lugar de mulher é na cozinha. É fácil gritar, vociferar e mostrar o dente para o líder do maior país do mundo livre. Por tradição, o país liderado por Trump ajudou a consolidar as bases da democracia ocidental, e é justamente por isso que se entende que as manifestações cínicas das líderes da Suécia e Alemanha são aceitáveis (ainda que desprezíveis). O mesmo não se faz com tiranos do mundo islâmico. O comum é que esses líderes ditos "progressistas" enfiem o rabo entre as pernas. 

Le Pen talvez tenha agido desta forma para gerar buzz nas redes e dividendos políticos para sua campanha, mas não é pecado reconhecer que agiu de maneira correta. O hijab representa a opressão da mulher islâmica, aquela que é tratada como mera propriedade dos homens. As mulheres no mundo islâmico são sistematicamente oprimidas, torturadas, estupradas e escravizadas. Algumas não podem dirigir, trabalhar ou sair na rua sem a companhia de um homem. Usar o véu é trair as mulheres que são vilipendiadas pela barbárie todos os dias. Mesmo sendo quem é, Le Pen fez hoje mais pelo feminismo do que aquelas radicais suecas que pensam que governarão o país com seus ovários. Também fez diferente de Merkel, que só fez "womensplaining" com Trump porque o americano não acredita que lugar da mulher é na cozinha. Reivindicar direitos no Ocidente cristão é fácil, difícil é desafiar o Islã e o politicamente correto.


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