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Um "professor e especialista" mentindo sem parar sobre a Venezuela. Graças ao sindicalismo, é claro



Assistam o que o "especialista em América Latina" Alexandre Barbosa diz sobre os processos políticos no Brasil e Venezuela. Este resumo em vídeo é da excelente página Caneta Desesquerdizadora.


Alexandre é professor e pesquisador no Celacc-USP e coordenador do Curso de Jornalismo da Uninove. Mente do começo ao fim. Ele chega a acusar a imprensa venezuelana de ser golpista, sendo que mal há mídia independente em atividade naquele país: Hugo Chavez e Nicolas Maduro já transformaram praticamente toda imprensa em um pântano governista. O Partido dos Trabalhadores, que segundo Alexandre foi vítima de um golpe, apoiou todos os esforços dos bolivarianos contra os Direitos Humanos. Para ele chegar aqui e dizer que a ditadura venezuelana não fez sua parte, que era promover a censura. Praticamente chamou Chavez e Maduro de incompetentes.

O mais importante daqui não é a entrevista, algo típico de mentes sórdidas que militam pela infâmia. Os pontos que mais chamam atenção aqui são a) a mentira do docente da USP e b) o veículo que propaga a fraude. O professor que se apresenta como "especialista" é funcionário de uma empresa pública. Será que Alexandre vende este mesmo chorume nos cursos de jornalismo em que atua? Será que mente de forma descarada defendendo um governo totalitário que já foi censurado por quase todos os organismos de defesa dos Direitos Humanos? Isso é grave.

Tão grave quanto isso é o fato do veículo ser uma emissora sindical. É mantida por uma tal Fundação Sociedade Comunicação, Cultura e Trabalho, que em 2014 obteve do Ministério das Comunicações a outorga da transmissão da TV em novo canal digital aberto (44 UHF) para a Grande São Paulo. O ministro era ele, Paulo Bernardo (casado com a senadora criminosa Gleisi Hoffmann). A tal Fundação, por sua vez, é mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região. De TV pública e dos trabalhadores aquilo não tem nada: na prática, não passa de um cabide menor para petistas desalojados de outros postos. Uma de suas parcerias é com a TV Brasil e com a Rádio Brasil Atual (também da mesma estirpe). A outra é com o Diário do Centro do Mundo, onde os jornalistas Paulo e Kiko Nogueira foram fazer ponto após serem defenestrados da Abril. Mais um motivo que torna urgente a reforma trabalhista e o fim da contribuição sindical. O poder e dinheiro dos sindicatos têm este fim que está exposto na fala estelionatária daquele militante travestido de professor: lutam por uma agenda política sórdida, por um plano criminoso de poder. Temos que cortar os dutos que alimentam este monstro, e é já.
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