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O Show de Trump: o presidente mais improvável da história mostra como se trata a imprensa mentirosa



O dia foi muito intenso nos Estados Unidos: o presidente eleito Donald Trump decidiu que não irá mais responder as perguntas dos repórteres da CNN. O motivo foi a veiculação de uma matéria falsa que dizia que a inteligência russa tinha posse sobre informações comprometedoras sobre o empresário e futuro presidente. Dentre elas a história de que em uma de suas passagens por Moscou, Trump fez questão de se hospedar na mesma suíte utilizada por Barack Obama. E que ele contratou duas prostitutas para que urinassem na cama onde o presidente demissionário se deitou com sua esposa, atitude extrema compatível com o ódio extremo que Trump sente de Obama.

O problema com essa história é que era tudo uma gracinha inocente de um usuário do 4chan, que postou aquilo como milhares de internautas que compartilham fanfics políticas. Mas o BuzzFeed pegou a notícia e publicou como se fosse verdadeira, fazendo com que os simpatizantes de Hillary na CIA usassem os fatos para reforçar a narrativa democrata. O problema é que a notícia foi esclarecida, levando o BuzzFeed para o escândalo mais vergonhoso de sua curta história. A CNN, que viu naquele filão mais uma oportunidade de desgastar Trump, embarcou na história dando ainda mais repercussão ao caso. Trump então viu uma oportunidade sem precedentes: passou a boicotar a CNN com o argumento de que a emissora é uma fábrica de boatos, usando o mesmo rótulo que a própria extrema-esquerda inventou para desqualificar portais conservadores como o Breitbart e Infowars: fake news. (o vídeo é dos Tradutores de Direita).



A CNN não esperava por esta invertida, o Buzzfeed menos ainda. A imprensa mainstream está simplesmente enlouquecida, já que seus agentes foram desmascarados. Pior que isso só a habilidade da Direita em se apropriar de um rótulo criado e fomentado pela extrema-esquerda para censurar quem produz notícias falsas. Não faz muito tempo em que o Facebook e Twitter se uniram para instituir "filtros" contra notícias falsas nas redes sociais. Para não admitir a derrota e rejeição ao poste de Obama, preferiram dizer que as pessoas foram enganadas com fraudes midiáticas. Cafetão de Hillary e de outros "progressistas", George Soros já se prontificou a bancar uma agência de checagem. E agora, será que vão continuar com as checagens? Será que o Facebook vai estigmatizar as notícias da CNN e Buzzfeed, que sempre espalham notícias falsas? 

Só para lembrar, o Buzzfeed parece ter uma atuação internacional no que diz respeito a fake news. Aqui no Brasil, tentaram assassinar a reputação do Sul Connection listando o site dirigido por Eduardo Bisotto, Guilherme Macalossi e Guilherme Schneider como fábrica de boatos. Pior que isso foi terem usado como prova uma notícia verdadeira para rotular o Sul Connection. Felizmente, mexeram com pessoas que não se vergam, e serão processados por isso. Tiveram que reconhecer nas entrelinhas que a intenção do post não era revelar quem de fato produz conteúdo falso, mas sim estigmatizar a imprensa alternativa de direita como sendo a responsável intelectual pela adesão popular ao impeachment de Dilma Rousseff. 

A liberdade de imprensa deve ser protegida pela sociedade e pela lei, afim de que os autoritários tenham menos oportunidades de sucesso. A oposição também tem sua existência garantida pelos Direitos Humanos, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil ou qualquer outro país democrático. O problema é quando o jornalismo vira acessório, e a oposição tácita vira a principal válvula da atividade dessas redações. Aqui no Brasil, Veja, Folha, G1 e Estado de São Paulo já veicularam a lorota que o Buzzfeed pescou no 4chan. 

Para quem criticou Trump (como ele foi criticado aqui em vários momentos), e para quem ainda acha que ele não é o mais qualificado para o cargo (eu próprio já comentei isso por aqui), é uma grata surpresa ver alguém vestindo as calças e tomando conta da situação. Ainda há dúvidas sobre Trump como gestor e comandante em chefe da nação mais poderosa da terra, e a chamada alt-right que o cerca não desperta grande simpatia. Mas vamos admitir: alguém que dá uma invertida dessas em veículos tradicionalmente mentirosos, merece ao menos ser respeitado. O Show de Trump no dia de hoje foi um grande serviço aos Estados Unidos e a própria democracia, já que não hesitou em desmascarar a imprensa canalha e chamar as coisas pelo nome.

                                                                                                                                          
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