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Lindbergh Farias diz que Holiday desempenha "papel nefasto". Será que o senador está doidão?




Em seu Facebook, o senador petista Lindbergh comentou sobre as propostas do vereador Fernando Holiday, coordenador do Movimento Brasil Livre: O motivo são algumas pautas de Holiday, que pretende defender a extinção de cotas nos concursos públicos municipais e a alteração no feriado do Dia da Consciência Negra, que atualmente se dá no 20 de novembro, suposta data da morte de Zumbo dos Palmares.



Papel nefasto. Isso vindo de Lindbergh Farias.

Um desavisado que ler estas porcas linhas escritas por Linbergh pensará que o senador está doidão, fora de si, ou que consumiu substâncias ilícitas. Dizer que alguém desempenha um papel nefasto por se colocar contra uma homenagem pública a um personagem controverso como Zumbi, e por se colocar contra as cotas no funcionalismo público de São Paulo não se encaixa na categoria de coisas "nefastas". Este adjetivo fica melhor empregado se for para descrever a atitude de um senador da República que fez sua carreira como líder estudantil filiado a um partido de extrema-esquerda, que anos depois se tornou aliado do presidente que ele ajudou a derrubar.

Ah, também vale para caracterizar as ações de alguém que morava na Barra da Tijuca e era prefeito de um município pobre da Baixada Fluminense. Nefasto é praticar desvios em prefeituras, receber dinheiro sujo de empreiteiras e aparecer na lista de quem recebeu propina. Igualmente nefasto é ser membro de quadrilha, especialmente de uma quadrilha que se instalou no governo por meio de um plano criminoso de poder.

Este ataque do senador vem depois de uma série eventos estranhos, como ele saindo no murro com um cidadão em um restaurante e compartilhando notícia do Sensacionalista como se fosse notícia real. É bom lembrar que este ano, o senador deu vários chiliques no Senado. Ronaldo Caiado afirmou que aqueles episódios se deviam ao possível abuso de entorpecentes, apontando que Lindbergh andava salivando muito e com pupilas dilatadas. Sugeriu antidoping. O mais provável é que não seja isso, senador Caiado. É que o senador Linbergh anda sob intensa pressão: se o STF não retaliar o Senado e prosseguir na embromação com os inquéritos de senadores envolvidos com o Petrolão, o petista chegará ao fim do mandato em 2018. Lindbergh sabe que dificilmente se reelege para o Senado, assim como Gleisi Hoffmann. Ambos deverão se arriscar se candidatando para a Câmara. Caso a empreitada falhe, ficarão sem mandato e poderão ir para a cadeia. E cá entre nós: deve ser muito estressante ficar com medo de ser cassado ou preso a qualquer momento. É completamente compreensível que Lindbergh fique tão descontrolado.

                                                                                                                                          
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