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Kassab só arregou porque o povo foi altivo




O ministro das Comunicações Gilberto Kassab arregou: disse que não haverá limite de dados para os usuários de internet. O recuo foi fruto da pressão não só de grupos como o Anonymous, mas também da ira santa dos brasileiros que se manifestaram nas redes sociais. Com um governo que só está no poder por um capricho da história, não se pode dar ao luxo de atrair ainda mais a revolta do povo. 

A internet brasileira, diga-se de passagem, é uma das piores do mundo. Essa alteração no modo de pagamento representa não só um deboche ao consumidor, mas também um atentado a democracia. O governo tentou mais uma vez favorecer as corporações em detrimento do povo brasileiro, baseado nas brechas do famigerado Marco Civil da Internet. 

A própria gestão de Kassab sinaliza nossa ruína institucional: foi secretário de Celso Pitta, aliado do PSDB, prefeito de São Paulo pelo DEM, fundou o PSD para se aliar ao PT e foi ministro de Dilma Rousseff até o momento em que decidiu abandonar o navio em chamas que iria se chocar com um iceberg (isso já na véspera do impeachment). Michel Temer, que faz o que está a seu alcance para ser detestado, resolveu reciclar o entulho de Dilma nomeando Kassab para as Comunicações. Parabéns Temer. Tudo o que o seu governo precisa é que os pasquins da extrema-esquerda tenham ainda mais material para publicarem seus textos sujos. Temer é o governo que todo opositor pediu a Deus. 

O que foi feito com a questão do limite da internet deve nortear a conduta dos cidadãos sempre: não temos que nos curvar aos conchavos de homens públicos que supostamente representam o povo. Temos que exercer a cidadania, lembrando a frase de Thomas Jefferson: o preço da liberdade é a eterna vigilância. Como lembrou um amigo, isso veio sem violência, sem ferir direitos de terceiros, sem coagir pessoas. Apenas pelo exercício da cidadania. Mais uma etapa da nossa Revolução Gloriosa, que começou exigindo a saída de uma presidente corrupta e terminará com a moralização gradual da política brasileira. 


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