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Deputados democratas assinam manifesto contra Moro, alegando perseguição a Lula. E disseram que não havia esquerda nos EUA

O democrata John Conyers, que lidera o manifesto pró-
Já faz algum tempo que se diz no Brasil que "não existe esquerda nos Estados Unidos". Também costuma se dizer outras bobagens como "em países desenvolvidos não existe mais essa coisa de esquerda ou direita". Quando se falou que o Partido Democrata é de esquerda, muitos falaram que se tratava de "um devaneio, um sonho de uma noite de verão". Não é. Vejam por exemplo, a carta que alguns deputados americanos representantes do Partido Democrata irão publicar contra a Operação Lava Jato. O grupo de doze golpistas é liderado pelo democrata John Conyers, de Michigan. Para os políticos, o juiz Sérgio Moro é parcial, golpista e contrário ao projeto de poder progressista que Lula supostamente representa. As informações estão na Folha (em tom de certo júbilo).

Não para por aí. Eles dizem que estão preocupados com a escalada das violações de "direitos", além de falarem contra a PEC do Teto e contra o governo Temer. É claro, todas as acusações contra Lula são "calúnias". Vamos lembrar que, por ocasião do impeachment, deputados democratas assinaram uma outra carta condenando o processo de cassação contra Dilma Rousseff. 

Significa. 

É muito prático para alguns ideólogos a negação parcial das ideologias na política americana. Qualquer bizarrice praticada pelos democratas logo é creditada a Direita, enquanto as supostas virtudes são cantadas em verso e prosa. Também é prático pelo fato de que fica possível manter o espantalho do imperialismo estadunidense. Outro aspecto que merece ser analisado: este tipo de postura com os Democratas é que isso facilita o golpe do isentão, que está "acima das ideologias". 

No caso de Barack Obama, cujo mandato se deu no mesmo momento de ascenção e consolidação das redes sociais, houve até quem dissesse por aqui que Barack Obama é um "liberal". Recentemente, uma discussão no programa 3 em 1 da Jovem Pan foi palco de afirmações bizarras sobre o pior presidente americano da história: Vera Magalhães (jornalista competente) e Marcelo Madureira (humorista e comentarista razoável), afirmaram ao editor Carlos Andreazza que era um delírio chamar um liberal como Obama de esquerdista. Vejam a cilada do idioma interferindo na visão embasada dos nossos formadores de opinião: nos Estados Unidos, não se diz que a política se divide em Direita e Esquerda, mas sim entre "liberals, libertarians e conservatives". Os primeiros representam a esquerda, os libertarians costumam se posicionar junto com os Republicanos no cenário federal, ao lado dos conservadores e liberais de facto. 

Sendo assim, é bom perguntar aos "analistas" que desqualificam as afirmações de que o Partido Democrata é de esquerda. Afinal de contas, qual outro motivo justificaria a bizarra defesa de Lula e investida contra a Justiça brasileira? Só mesmo quem lançou uma candidata criminosa como Hillary Clinton poderia ser tão ousado. 

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